• Postado por Tiago

Barnabés da Emasa trampavam ontem pra resolver o perrengue

O rompimento de um tanque de uma usina de reciclagem de óleo de cozinha causou um baita estrago no início da noite de ontem, em Balneário Camboriú. Nada menos que 20 mil litros de óleo vazaram e escorreram pelas galerias pluviais da city. A mancha se espalhou pelo ribeirão Ariribá e pelo canal do Marambaia e por muito pouco não chegou ao mar. Uma empresa foi contratada pra tentar conter a desgraceira e o dono da usina poderá ser responsabilizado criminalmente por negligência.

A empresa de reciclagem funciona no bairro Ariribá e coleta óleo de cozinha usado, principalmente em restaurantes, pra evitar que o material vá parar no ralo e acabe contaminando os rios. Mas ontem o tiro saiu pela culatra. Depois de terem descido o morro do Ariribá através dos canos que levam a água da chuva, os 20 mil litros de óleo formaram uma mancha alaranjada pelo ribeirão que corta o bairro e foram parar dentro do canal do Marambaia, que desemboca no mar no Pontal Norte.

Assim que a cagada ficou evidente, os barnabés da empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa) foram chamados pra tentar evitar que a mancha chegasse à praia. O pessoal usou pedaços de espuma de colchão e um aspirador gigante pra conter a mancha.

Como a serviceira não era suficiente pra evitar um estrago maior, a Emasa precisou contratar a empresa Ecosorb pra dar conta do trampo. A previsão era de que o pessoal varasse a noite pra instalar contentores e um aparelho que segura o óleo na superfície e evita que avance pelo rio.

O secretário de Meio Ambiente, André Ritzmann, disse que a preocupação maior era com a fedentina do óleo. ?Não é tão poluente. Pela quantidade, não tem perigo tão grande de dano?, garantiu. Mas o oceanógrafo e professor da Univali, Rodrigo Medeiros, disse que a história não é bem assim. ?É um problema sério. Pela quantidade, o risco de impacto é grande?, alertou.

O professor contou que tudo vai depender do tipo de substâncias que tão misturadas no óleo, já que foi usado pra frituras de todo tipo de alimento, e de como o material vai se comportar na água. ?A questão é que nível de impacto isso poderá trazer?, lascou.

Pra se ter uma ideia, um litrinho de óleo de cozinha pode contaminar até um milhão de litros de água. O mesmo que uma pessoa consome em 14 anos de vida. Pra completar, pode causar danos à vida dos peixinhos, e se é absorvido pelo solo, não deixa mais passar a água e pode ajudar a provocar enchentes.

O mandachuva do Meio Ambiente no Balneário informou que o dono da usina poderá responder por negligência. ?Tem o atenuante de que ele tava trabalhando pra evitar danos ao meio ambiente. Mas ficou provado que o tanque usado não tinha a segurança necessária?, afirmou.

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