- 30 jan 2010
- Categorias: Capa das edições
|
Lucas tava a 105 Km/h e com os faróis apagados no momento do porradaço O Ministério Público denunciou o estudante Lucas Spernau por assassinato doloso, aquele que a pessoa tem intenção ou assume o risco de matar a outra. Na madrugada de 20 de dezembro, o rapaz cruzou a Terceira avenida voando baixo e acertou em cheio um táxi, matando três pessoas. O juiz já recebeu o papéli do MP e deu 10 dias pra que a defesa do gurizão se manifeste. O advogado do carinha vai insistir na tese de que a desgraça não passou de uma fatalidade. O promotor Ricardo Luiz Dell`Agnolo, que fez a denúncia, carcou que Lucas assumiu o risco de mandar alguém pro andar de cima. O dotô argumentou que a perícia feita pela polícia Civil comprovou que o carrão que Lucas dirigia tava a 105 quilômetros por hora e com os faróis apagados no momento do porradaço. Além disso, invadiu uma preferencial, não respeitou o sinal intermitente, quando deveria parar ou reduzir a velocidade, e pra completar, parecia estar bebaço. A assessoria do juiz Iolmar Alves Baltazar, da 1ª Vara Criminal de Balneário Camboriú, informou que o dotô já assinou o recebimento da denúncia. O magistrado deu um prazo de 10 dias pra que a defesa de Lucas se manifeste. Só depois ele vai analisar o caso com cuidado e dizer se acata a versão do promotor e manda Lucas pro banco dos réus de um júri popular, ou se vai considerar a tragédia como um crime de trânsito comum. Fatalidade O advogado de Lucas, José Álvaro Machado, disse que seu cliente recebeu ontem uma cópia da denúncia feita pelo MP. ?Nossa esperança era de que a denúncia fosse mais branda. Ele foi denunciado como crime qualificado, sob a alegação de ter colocado a comunidade em risco, e para nós isso foi um exagero?, disse. MP acredita em punição O promotor Ricardo Dell`Agnolo diz que ainda é muito cedo pra saber no que vai dar o caso de Lucas. Mas comentou que, hoje em dia, desgraças como a que foi provocada pelo gurizão têm recebido punição. ?Há 10 anos era muito difícil que isso acontecesse. Hoje já existem precedentes, condenações em outras cidades do estado. Alguns crimes de trânsito são tão terríveis, que não se admite falar em homicídio culposo?, comentou.
Vandoir é apontado como um dos articuladores da venda de droga na região Os dias de liberdade acabaram pra Vandoir da Luz Rodrigues. O cara é um velho conhecido da polícia e caiu na avenida Atlântica, no centro do Balneário Camboriú. Os tiras faziam uma operação pra acabar com a venda de porcariada na orla, na madrugada de ontem, quando toparam com o trafica, que deve dois anos de jaula pra justa. Vandoir tava na areia, na beirinha da água, na altura da avenida Alvim Bauer, quando os policiais civis o flagraram de papo com os viciadinhos. Como desconfiaram que ele só podia estar vendendo porcarias, deram o atraque. O ladino conseguiu jogar dentro da água a drogalhada que tinha em mãos. Como já é figura manjada, os policiais checaram o nome dele e descobriram que tava foragido. O traste já teve enjaulado na Maravilha do Atlântico, mas em 2008 saiu do xilindró por sete dias e nunca mais voltou. O agente policial Pedro Bittencourt conta que o traficante passou um tempo na Argentina e agora voltou a atuar por aqui. ?Ele é quem articulava a venda da droga por aqui. Fazia a ligação do traficante com os laranjas mirins, que promovem a venda na beira da praia?, conta o homidalei. Vandoir coleciona passagens pela polícia. Ele já caiu cinco vezes por tráfico, tem passagem também por furto e assalto. Com tanta bronca, ele voltou pro xadrez rapidinho, de onde não deve sair tão cedo. Força-tarefa A prisão faz parte de uma série de operações realizadas pela galera da polícia Civil do Balneário, Camboriú e Floripa, que sijuntaram pra combater o tráfico de drogas num dos cartões postais do Balneário mais badalado do sul do mundo. Os homis rodam a orla e grampeiam quem vende porcarias por lá. A força-tarefa começou junto com a temporada de verão e não tem data pra acabar. Mais um trafica Na mesma madrugada, a casa caiu pro Tiago Ribeiro, 21. O rapaz foi preso acusado de vender drogas na rua Panamá, no bairro das Nações. Os meganhas passaram em rondas e viram o moleque na rua pelas 4h. Fizeram a abordagem e encontraram com ele quatro buchas de cocaína e duas pedronas de crack. Tiago assumiu que vendia a droga e foi parar em cana.
Hoje é último dia pra se inscrever nos cursos à distância que o Ministério da Justiça tá oferecendo pros policiais civis, militares, peritos, bombeiros, carcereiros e guardas municipais. São 200 mil vagas em 57 cursos gratuitos. A notícia boa é que quem recebe até R$ 1,7 mil poderá ter uma bolsa Formação de R$ 400
Lucas tava a 105 Km/h e com os faróis apagados no momento do porradaço O Ministério Público denunciou o estudante Lucas Spernau por assassinato doloso, aquele que a pessoa tem intenção ou assume o risco de matar a outra. Na madrugada de 20 de dezembro, o rapaz cruzou a Terceira avenida voando baixo e acertou em cheio um táxi, matando três pessoas. O juiz já recebeu o papéli do MP e deu 10 dias pra que a defesa do gurizão se manifeste. O advogado do carinha vai insistir na tese de que a desgraça não passou de uma fatalidade. O promotor Ricardo Luiz Dell`Agnolo, que fez a denúncia, carcou que Lucas assumiu o risco de mandar alguém pro andar de cima. O dotô argumentou que a perícia feita pela polícia Civil comprovou que o carrão que Lucas dirigia tava a 105 quilômetros por hora e com os faróis apagados no momento do porradaço. Além disso, invadiu uma preferencial, não respeitou o sinal intermitente, quando deveria parar ou reduzir a velocidade, e pra completar, parecia estar bebaço. A assessoria do juiz Iolmar Alves Baltazar, da 1ª Vara Criminal de Balneário Camboriú, informou que o dotô já assinou o recebimento da denúncia. O magistrado deu um prazo de 10 dias pra que a defesa de Lucas se manifeste. Só depois ele vai analisar o caso com cuidado e dizer se acata a versão do promotor e manda Lucas pro banco dos réus de um júri popular, ou se vai considerar a tragédia como um crime de trânsito comum. Fatalidade O advogado de Lucas, José Álvaro Machado, disse que seu cliente recebeu ontem uma cópia da denúncia feita pelo MP. ?Nossa esperança era de que a denúncia fosse mais branda. Ele foi denunciado como crime qualificado, sob a alegação de ter colocado a comunidade em risco, e para nós isso foi um exagero?, disse. MP acredita em punição O promotor Ricardo Dell`Agnolo diz que ainda é muito cedo pra saber no que vai dar o caso de Lucas. Mas comentou que, hoje em dia, desgraças como a que foi provocada pelo gurizão têm recebido punição. ?Há 10 anos era muito difícil que isso acontecesse. Hoje já existem precedentes, condenações em outras cidades do estado. Alguns crimes de trânsito são tão terríveis, que não se admite falar em homicídio culposo?, comentou.
A dona Luiza Pinheiro, 55 anos, procurou o DIARINHO pra desmentir V.J., 21 anos. A guria disse à polícia, na terça-feira, que foi estuprada por Altair Visentaimer, 35. Logo após a safadeza, ela pediu ajuda ao povo, que deu um pau no rapaz. Ele foi preso pela PM. O caso teria rolado no Matadouro, em Itajaí. Mas a mãe do acusado garante que a história não é bem essa. Luiza diz que o filho é um casqueiro e mora na rua, assim como V. Os dois vivem nos agarros, e ele paga pra sair com ela. Na terça-feira, a guria saiu com o cara e quando eles foram até a casa de dona Luiza pra pedir dindim, o marido dela se revoltou e desceu o sarrafo em Altair. Baita invenção A guria teria fugido enquanto o marido de Luiza batia no enteado e, sabe-se Deus porque, ela inventou a história do estupro. A mãe de Altair também procurou a polícia Civil pra contar o caso e pra revelar que o padrasto foi quem bateu em seu filho, que não teria sido linchado pelo povão. O padastro de Altair também ficou de pintar na depê pra desmentir V. Dona Luiza diz que o filho e ela sempre saíram juntos, e não sabe porque a lambisgoia inventou a historinha.
A prefa de Floripa espera conseguir até o final da semana que vem reestabelecer o sistema de iluminação das pontes Colombo Salles e Pedro Ivo Campos. Há 10 dias larápios surrupiaram mais de 500 metros de cabos. “Eu não consigo compreender algumas pessoas que vivem em nossa cidade. Antes do Natal tivemos o mesmo problema quando a fiação da decoração de Natal foi roubada na via expressa sul. E isso se sucede em vários pontos da cidade”, lamenta o prefeito Dário Berger (PMDB). Conforme o prefeito, a ação de vândalos nas pontes ferra com a vida de quem tenta passar na região à noite. “Apesar de ser uma iluminação que, a princípio, era para ser mais decorativa, aquela luz contribuía também para as pessoas que passam na região em suas caminhadas, para andar de bicicleta e também auxiliava quem usa a passarela para cruzar a pé do continente para cá e vice-versa”, lembra. O prefeito diz que não sabe qual o preju. “É uma conta que nunca acaba. Hoje roubam os cabos aqui. Amanhã numa praça. É um serviço de manutenção que constantemente tem que ser feito”, lamenta. Nessa recolocada de fios, a secretaria de Obras vai implantar um novo jeito de colocação dos cabos. “Vamos cimentar a região e proteger ainda mais esses cabos. Mas isso não quer dizer que alguém não vá conseguir roubá-los. Nós vamos dificultar ao máximo”, diz Dário. Um boletim de ocorrência foi registrado na central de polícia. “Esses fios são roubados para comprar drogas. Se não houvesse quem comprasse, teríamos grande parte do problema resolvido”, lamenta o chefão da Ilha da Magia.
Uma morte cabulosa deixou muita gente de cabelo em pé na madrugada de ontem. Pelas 4h, uma moradora de rua foi encontrada assassinada dentro de uma casa abandonada, da rua Santa Catarina, no centro de Tijucas. Ela levou quatro facadas. O companheiro dela foi quem encontrou o corpo e correu pra pedir ajuda. O andarilho, que não teve o nome divulgado, bateu no pronto-atendimento do bairro. Ele tava transtornado e pediu ajuda dos funcionários que tavam por lá. Aos berros, disse que tinha encontrado a sua mulé morta, caída no meio da baiuca abandonada, onde eles passavam a noite. A polícia Militar foi chamada, passou na baia e confirmou o assassinato. Solange de Oliveira de Souza, 33 anos, tava com quatro lanhados no corpo – todos feitos por uma faca. Os cortes atingiram os órgãos vitais e a pobre morreu na hora. O companheiro não tinha documentos da vítima e nem sabia o nome completo dela. O corpo foi levado pro instituto Médico Legal (IML), onde, no início da noite de ontem, foi reconhecido por um parente. A mulher morava mesmo em Tijucas, mas a rua era o seu lar. Teve que sisplicar O marido de Solange foi detido pra prestar esclarecimentos à delegada Luana Chaves Backes. Ele é considerado uma testemunha do crime, já que foi quem encontrou o corpo e pediu ajuda. No entanto, não soube explicar como não viu a agressão, já que dividia o mesmo teto com ela.
Um dia após o enterro de Alisson Machado, 16 anos, a família da vítima já começou a se mexer pra denunciar os policiais militares que trampavam na ocorrência que resultou na morte do menino, no bairro São Vicente, em Itajaí. Pros familiares, Alisson foi vítima de um pontapé dado por um milico, e não teve um ataque de asma, como a PM informou na quarta-feira, dia da morte do coitado. O primeiro passo dos familiares foi ir atrás do Ministério Público pra pedir ajuda e exigir um novo depoimento das testemunhas que tavam na casa do tio de Alisson, onde teria rolado a agressão, depois de uma geralzona atrás de um traficante. A tia da vítima, Rita de Cássia dos Santos, garante que uma das testemunhas, identificada como Taís, foi forçada pelos PMs a inventar que Alisson tinha problemas respiratórios. Rita explicou que o abalo pela morte do guri foi tamanho, que a família optou por não tomar nenhuma medida até ontem, e por isso nem boletim de ocorrência foi registrado ainda. Ela conta que, por enquanto, a família só pegou a ficha de acompanhamento médico do garoto, no posto do bairro, pra provar que ele nunca teve problemas de saúde. “Nós queremos só fazer justiça, para que outros garotos não morram na mão da polícia, como aconteceu com meu sobrinho. Só queremos limpar a honra dele”, lasca a tia. Alisson trampava numa oficina mecânica e entrou na casa do tio porque estranhou a janela aberta, já que o dono da baia tava trampando. Lá, a PM dava uma geral em quatro pessoas, atrás de drogas. A versão da família é que o guri entrou na baia pela porta, e não pela janela como informou ontem, e recebeu um chute no peito e levou choques. Causa indeterminada Durante a tarde de quinta-feira, o médico legista do IML voltou a analisar os exames feitos no corpo de Alisson. Não foi encontrado nenhum problema no coração do garoto, o que indicaria morte natural. O caso foi levado pra Floripa e, por enquanto, a causa continua sendo indeterminada. O IML informou também que o garoto não tinha marcas de agressões no peito, mas também não há indício de morte provocada por um ataque de asma. Os peritos dizem que um susto muito grande, uma pancada forte no peito ou um choque poderiam ter provocado a parada cardíaca - hipótese mais provável para a morte de Alisson.
Família itajaiense tá hospedada en Cuzco O contador peixeiro, Mauro Fornazari ainda não sabe quando vai poder voltar com sua esposa e seus dois filhos pro Brasil. A família ficou ilhada em Águas Calientes, no Peru, por cinco dias ? de domingo até a última quinta-feira ?, quando fazia a trilha inca que leva a Machu Picchu, o sítio arqueológico mais famoso da América Latina. Eles buscam alternativas pra poder sair do território peruano, mas o problema é que tem muita gente com o mesmo perrengue e poucos voos pra galera vazar da região. A reportagem do DIARINHO conversou por telefone com Mauro, que já conseguiu sair de Águas Calientes e agora espera com a família uma forma de saltar fora de Cuzco ? outra cidade peruana ? e retornar pra casa. ?Estamos bem agora em Cuzco. Conseguimos hotel, nos alimentamos, agora é conseguir sair daqui.?, diz. Mas a situação não é tão simples assim. O contador falou que não existem lugares nos aviões que fazem os voos pro Brasil antes do dia 3 de fevereiro. ?Estamos com problemas sérios, falta assistência da embaixada brasileira. Não existe voo, mas estamos estudando a possibilidade de fazer uma rota alternativa pela Bolívia?, diz o contador. A rota seria feita de ônibus e de trem. Eles sairiam de ônibus de Cuzco, viajariam oito horas até Puno, ainda no Peru, depois passariam por Copacabana, na Bolívia, até chegar à capital boliviana, La Paz. A partir daí, a família pegaria o famoso e perigoso trem da morte até Santa Cruz de La Sierra, onde conseguiriam um voo pra retornar ao Brasil. Mauro falou que essa rota também tá complicada. ?Tem muita gente querendo o mesmo que nós, além do tráfego e das estradas não estarem em boas condições?, completa. Caso eles decidam não fazer o caminho alternativo via Bolívia, os peixeiros devem pegar um avião no dia 3 até a capital peruana, pra depois embarcar rumo às terras tupiniquins. Perrengue em vão A família não conseguiu chegar a Machu Picchu, que era o principal destino da viagem. Águas Calientes é uma cidade onde fica a estação de chegada do trem que leva ao sítio arqueológico. Eles desceram na cidade e chegaram a avistar a trilha para a antiga cidade dos Incas, mas ficaram ilhados antes de começarem a caminhada. ?Não chegamos a Machu Picchu, apenas avistamos a trilha?, conta Mauro. Ele falou que, no primeiro dia em Águas Calientes, passaram um perrengue danado. ?Foi muito assustador, começou a chover muito forte. Conseguimos abrigo na casa de uma garçonete, tomamos um banho, mas as condições eram precárias?, desabafa. O chefe da família Fornazari também relatou que as autoridades locais não conseguiram ajudar o povão que passou pelo aperto. ?Faltou organização e um plano de contingência das autoridades para esvaziar o local. Eles estavam perdidos?, lembra.
|