• Postado por Tiago

A comunidade de Balneário Camboriú e região pode ficar com os zóios bem abertos. Os milicos que vieram pra Maravilha do Atlântico Sul reforçar o policiamento no mês de maio podem dar adeus a qualquer momento. Esta semana, 40 fardados devem voltar pras suas cidades de origem.

A denúncia é do presidente da federação dos conselhos de segurança, Valdir de Andrade. Pelas contas dele, 10 meganhasdebandaram e outros 30 vão embora ainda esta semana. Com isso, ele teme que a bandidagem volte a atacar. “A gente analisou que essa força tarefa resultou em uma redução significativa da criminalidade”, mandou. O presidente tá preparando um levantamento das ocorrências policiais antes e depois do reforço.

Pra evitar que a comunidade fique chupando o dedo, Valdir pretende montar uma comitiva e bater um papo com o secretário de segurança pública da Santa & Bela, Ronaldo Benedet.

O delegado regional, Ademir Serafim, conta que o quadro de policiais civis continua o mesmo, mas acredita que a diminuição no número de milicos pode prejudicar. “Toda ausência de policiamento é preocupante. Mas a polícia civil continua fazendo o seu trabalho da maneira que é possível”, disse.

O secretário de segurança do município, Nilson Probst, também ficou de cabelo em pé com a notícia. O barnabé tá com medo que as barreiras realizadas nas principais ruas do município terminem por falta de efetivo. “Com a diminuição do efetivo, as operações policiais integradas podem ser prejudicadas”, alerta.

Apesar do falatório, os meganhas não confirmam a debandada. O capitão Ronaldo de Oliveira admite que os milicos podem ir embora a qualquer momento, mas não há previsão. O policial afirma que os meganhas tão sempre indo embora, mas são substituídos por novos policiais. “Esses policiais alugam casa ou estão em algum hotel e quando começam a deixar o local, as pessoas acham que o efetivo está indo embora”, lasca.

O reforço

Os tiras receberam um incremento no início de maio, depois que uma onda de violência tomou conta do Balneário. Nos quatro primeiros meses do ano, o número de assaltos e assassinatos bateu recordes na cidade. Até trabalhadô chegou a ser morto durante um ataque da malocada. Como foi o caso do dono da Companhia do Mate, Anízio Ribas, 53 anos, morto em 15 de abril, na frente da sua casa. A comunidade se reuniu pedindo paz e até o secretário de segurança fez promessas que o policiamento tava garantido.

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