• Postado por Tiago

Apesar da retirada dos presos, cadeião continua superlotado

O cadeião peixeiro ficou um pouco mais vazio ontem. Quarenta e dois presos foram transferidos para quatro penitenciárias do estado. Os bandidos tavam condenados pela dona justa, por isso conseguiram se livrar das celas lotadas do cadeião peixeiro. Dez deles ficarão em regime semiaberto e só terão que dormir atrás das grades. Os outros detentos não tiveram a mesma sorte e vão ficar engaiolados.

Os 42 detentos que deixaram o cadeião ontem fazem parte do pacotão de transferências que o departamento de Administração Prisional (Deap) prometeu para o juiz corregedor do cadeião peixeiro, Carlos Roberto da Silva, pra dar uma aliviada no número de presos em Itajaí. O dotô queria a retirada de 200 presos, mas o Deap alegou não ter onde por tanta gente de uma hora pra outra.

Passava das 6h30 quando os bandidos foram acordados pra pegar a estrada. A penitenciária de Florianópolis recebeu 15 presos. Curitibanos e Criciúma receberam 10 cada. São Pedro de Alcântara ficou com sete dos presos transferidos. Com a transferência de bandidos pra outros lugares de Santa Catarina, o presídio de Itajaí ficou com 636 detentos.

Por lei, os presos julgados e condenados devem ser transferidos do presídio para a penitenciária, pra cumprir pena longe dos malacos que ainda não foram pro júri. Como as penitenciárias do estado também tão abarrotadas, boa parte dos presos que sai algemada do fórum continua no cadeião.

O administrador interino do presídio, José Luís Santos de Araújo, o Carioca, adianta que na próxima semana mais presos condenados e até provisórios devem ganhar passagem só de ida para outros presídios do estado.

Apesar das transferências, o administrador do presídio não acredita que o problema de superlotação possa ser resolvido. ?Em 10 dias o presídio deve voltar a ter o número de presos de antes (cerca de 690 detentos)?, lamenta. Carioca explica que o cadeião recebe em média cinco presos por dia. Pelos cálculos do administrador, levará cerca de oito dias para as vagas serem ocupadas novamente.

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