• Postado por Tiago

Não dizem que cada povão tem o administrador que merece? Pois o karma dos moradores de Balneário Camboriú deve ser pesado, pois o construtor Harold Schultz pintou e bordou quando ocupou a estofada poltrona de prefeito.

Poucos meses depois de empossado, em 1983, o Diário do Litoral denunciava que ele acumulou um déficit de 63 milhões por causa do inchaço da folha de pagamento, que consumia 56 milhões por mês. Em setembro, o sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) denunciou que Schultz recolhia o dindim dos funcionários, mas não repassava pro INPS.

Em janeiro de 1985, o jornal chamou Schultz de “Justo Veríssimo”, personagem de Chico Anysio, um político pra lá de sincero, que dizia ter pavor de pobre. Tudo porque ele aumentou de 17 pra 200 cruzeiros o alvará pra vender refri na temporada.

No ano seguinte, o prefeito foi acusado de estar envolvido numa negociata envolvendo a compra do hotel Othon pra revender a um grupo de argentinos com grande margem de lucro.

No vermelho

Em novembro de 1989, quando Pavan o sucedeu, inaugurando uma nova fase na história da Maravilha do Atlântico, uma auditoria apontou baita rombo nas contas de Schultz, que chegava aos 50 milhões de cruzados novos. Entre os xunxos estava a construção da ponte na Barra Sul, uma usina de compostagem de lixo desativada, licitações fraudulentas da rodoviária e do colégio Ivo Silveira.

O nome de Schultz continuava a fazer a festa nas páginas policiais do Diário do Litoral em janeiro de 1990, quando descobriram que ele levava 4% da bufunfa do cassino Panorama, na cobertura do edifício Imperatriz. O cassino foi descoberto depois que o crupiê, um argentino naturalizado, matou um cara.

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