• Postado por Tiago

DIARINHO repercute com atletas catarinenses a escolha do Rio de Janeiro pros Jogos de 2016

A expectativa era enorme, com milhões de brasileiros grudados em frente à tevê no começo da tarde de ontem, ansiosos com o anúncio esperado há anos, e que veio: o Rio de Janeiro vai ser a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Após fracassar com as candidaturas pras Olimpíadas de 2004 e 2012, o Comitê Olímpico Brasileiro se empenhou pra valer e foi recompensado.

Na primeira metade de votação, Chicago, considerada uma das favoritas pra ganhar, e Tóquio, foram eliminadas. Com isso, Rio de Janeiro e Madri ficaram pra disputa final, vencida pela candidatura brazuca por 66 votos contra 32 dos espanhóis, pra decepção do atacante do Real Madrid, Raúl, garoto-propaganda da Espanha.

Diferente do boleiro, alguns atletas catarinenses com experiência olímpica comemoraram o feito, como o manezinho Gustavo Kuerten, o Guga, um dos membros da comitiva brazuca em Copenhague, na Dinamarca, local do anúncio. “Foi fantástico. Há alguns anos essa possibilidade parecia inalcançável, mas acredito que o Brasil foi se capacitando até surgir essa nova oportunidade. Vencer essa disputa é muito maior do que qualquer título de Grand Slam”, disse Guga. Participante das Olimpíadas de Sydney-2000 e Atenas-2004, o tricampeão de Roland Garros acha que os Jogos no país serão importantes pra todo o esporte nacional. “Vamos poder desenvolver ainda mais o esporte no país”, disse.

Aprender com erros e acertos

Cortada da equipe feminina de handebol dos Jogos de Pequim 2008, a blumenauense Fabiana Gripa vibrou com a escolha do Rio, mas alerta. “Acho fantástico. Mas precisamos de estrutura pra isso, um pouco mais de sensibilidade do poder público pra melhor designar o dinheiro pra desenvolver a estrutura”, fala.

Grávida de quatro meses do primeiro filho, Fabiana fez parte do grupo brasileiro nas Olimpíadas de Atenas, e pela experiência que teve lá, teme que o Brasil faça o mesmo que a cidade grega. “A estrutura lá era fantástica. O Brasil só não pode cometer o mesmo erro de deixar pra última hora. Lá, coisas pequenas deixadas pra última hora acabaram tendo um final desagradável. Podemos pegar coisas boas de outros países que deram um up e outros exemplos que não funcionaram”, conta.

Outro catarinense participante na Grécia, mas como atleta reserva, o judoca peixeiro Fabiano Zamboneti concorda com Fabiana. “Em Atenas, dois meses antes, as coisas não estavam prontas. Mas acho que o Brasil não vai ter problema. A campanha que foi feita pode ser o espelho do trabalho que vai ser feito”, diz Zamboneti.

Fiscalização, já!

Ao mesmo tempo em que comemoram, os atletas sabem da importância que vai ter a fiscalização em relação aos gastos pra realizar os Jogos, que podem chegar a 25 bilhões de reales. “Daqui pra frente, ninguém mais pode ficar parado. Vai ser marcante, tem que aproveitar o momento que o Brasil tá vivendo agora”, fala Fabiana.

Outro atleta olímpico catarinense, o velejador manezinho Bruno Fontes, que esteve em Pequim, avalia positivamente, sem esquecer de possíveis problemas. “O grande medo dos atletas sendo no Rio é que o investimento pode consumir mais do que o investido nos atletas. Mas, na balança, o ponto positivo vai ser maior”, opina.

Zamboneti também dá seu pitaco na questão do dindim. “O nosso país com grana é complexo, mas o mundo vai estar voltado pros recursos que vêm. A fiscalização vai fazer com que as coisas aconteçam”, diz o judoca.

O tal legado

O legado que o Pan de 2007 traria pro Brasil ficou no papel. E os catarinas sabem que o mesmo pode rolar em 2016. “Achei muito bom, não só em termos do esporte, mas pro país, pelo legado que vai trazer. A visão do governo deve mudar visando o esporte desde a base, formando novos atletas. Isso vai gerar novos benefícios. A estrutura do Rio vai melhorar bastante”, fala Bruno, que quer participar dos Jogos do Rio.

A blumenauense do handebol não tem esta ambição, mas acha importante a valorização dos esportes amadores. “É gostoso saber que outras modalidades, sem ser o futebol, vão ser vistas pelo público e serem incentivadas. O esporte amador pode ser mais valorizado”, comenta Fabiana.

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