• Postado por Tiago

“O processo de envelhecimento humano envolve diversas modificações, não somente físicas, mas também sociais, econômicas, cognitivas e psicológicas. Contudo, a característica mais evidente é a diminuição das funções corporais que acaba limitando a vida do indivíduo.

Dentre essas transformações, está também o envelhecimento da voz, conhecido como presbifonia. A voz do idoso não reivindica mais, não passa uma imagem de autonomia, torna-se trêmula, sem projeção, fraca, instável e com nítido aumento de nasalidade.

Com a idade, a musculatura da laringe perde elasticidade e tonicidade e a articulação vai se enrijecendo, com isso o idoso tem dificuldades para executar os movimentos necessários para a produção de uma boa voz. A capacidade pulmonar diminui e, consequentemente, a intensidade da voz também. O idoso pronuncia menos palavras, numa velocidade mais lenta. Além disso, há uma redução na capacidade de articulação da boca e engrossamento das pregas vocais, órgãos responsáveis pela produção da fala.

O início do envelhecimento da voz, seu desenvolvimento e o grau da alteração vocal dependem de cada indivíduo, de sua saúde física e psicológica e de outros fatores hereditários, alimentares e ambientais. Na mulher, devido à redução dos níveis de estrogênio no organismo, a voz tende a ficar mais grave, e no homem, com os níveis de testosterona reduzidos, a voz fica mais aguda.

Todas estas alterações podem ser reduzidas com a intervenção do fonoaudiólogo por meio de exercícios e técnicas que visam aumentar a capacidade respiratória do idoso, ampliando os movimentos articulatórios, promovendo desta forma, uma voz mais eficiente e agradável.

Este profissional o ajudará a identificar uma possível alteração na voz e o orientará a usá-la corretamente. Dentre as recomendações feitas pelos fonoaudiólogos para amenizar o envelhecimento da voz estão: beber água frequentemente; evitar pigarrear; evitar o uso excessivo de cigarros, bebidas alcoólicas e cafeína.

Se o idoso ou alguém da família perceber qualquer alteração na voz, recomenda-se que procure um médico otorrinolaringologista para realização de exame clínico e este por sua vez o encaminhará para avaliação e diagnóstico fonoaudiológico.”

Ass Vanessa Souza de Lima, acadêmica do 6º período de Fonoaudiologia da Univali

(Transcrito ipsis litteris)

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