• Postado por Tiago

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Rolim explicou pra galera o que leva a piazada a entrar pro mundo do crime

Policiais, abobrões e o povão que anda preocupado com a falta de segurança reuniram-se ontem em Balneário Camboriú pra definir medidas de combate à violência na city. Uma das propostas, que promete deixar muita gente ressabiada, é a criação de uma polícia unificada pra investigar e reprimir a criminalidade. O resultado do blablablá será encaminhado ao governo da Santa & Bela e ao ministério da justiça, e fará parte da discussão da conferência nacional de segurança, que rola em agosto.

O plá reuniu 140 pessoas no hotel Geranium, durante o dia todo, e começou com uma palestra bacana de dois entendidos no assunto. O primeiro a abrir o bico foi o ex-deputado e consultor em segurança pública, Marcos Rolim, que falou sobre os fatores que podem incentivar um moleque a entrar no mundo da bandidagem.

Logo em seguida, quem soltou o verbo foi o diretor da guarda municipal de Curitiba, Carlos Celso dos Santos Júnior, que explicou como funcionam os trampos por lá. O secretário de segurança da Maravilha do Atlântico, Nilson Probst (PMDB), pegou carona no falatório e anunciou que o projeto de criação da guarda municipal do Balneário deve sair nos próximos dias. ?Amanhã (hoje) o prefeito [Edson Periquito(PMDB)] volta de viagem e deve assinar o encaminhamento à câmara?, acredita.

Soluções de todo tipo

Depois de muito conversê, o pessoal bolou uma carta com 21 itens pra diminuir os índices de criminalidade. Entre eles tá a implantação de cadeias que re-eduquem os presos e ensinem a eles uma profissão, a criação de políticas públicas que valorizem a paz e um salariozinho melhor pra polícia, considerando os riscos da profissão.

O item mais controverso é o que trata de novos encargos pras polícias civil e militar. O papéli pede que seja permitido às duas atuar na investigação e na repressão de crimes, e a unificação das duas entidades em uma só. ?Sabemos que isso vai render bastante pano pra manga, porque há muita resistência das duas partes?, disse o mandachuva da federação dos conselhos de segurança (Feconseg), Valdir de Andrade.

Apesar da polêmica, o evento foi avaliado como positivo. ?Essa conferência é muito importante. Há dois anos a gente já discutia isso e agora vemos que é possível transformar a discussão em solução?, acredita um dos organizadores da bagaça, o diretor de projetos do Feconseg, Giovane Pasa.

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