• Postado por Tiago

O ex-chefe da casa Civil do Distrito Federal, José Geraldo Maciel usou da prerrogativa de não criar prova contra si mesmo e fez boquinha de siri durante o depoimento prestado na tarde de ontem à polícia Federal (PF). Ele ficou aproximadamente 40 minutos dentro do prédio da superintendência da PF em Brasília. Chegou acompanhado de dois advogados e não respondeu às perguntas relacionadas à operação Caixa de Pandora, que revelou um esquema de propinas envolvendo membros do executivo e do legislativo distrital.

Geraldo Maciel está afastado da casa civil desde dezembro, logo depois da realização da operação pelos policiais federais. De acordo com o inquérito do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ex-secretário era um dos responsáveis por centralizar a distribuição de propinas a membros da base aliada na câmara. Com autorização da justiça, o ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF, Durval Barbosa, autor das denúncias, ficou responsável de repassar R$ 400 mil dados pelo governador José Roberto Arruda (DEM) a Maciel.

Ele não foi o único a comparecer à superintendência da PF e não prestar declarações. Na terça-feira, o policial civil aposentado Marcelo Toledo usou habeas corpus concedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e não respondeu as perguntas dos investigadores. Segundo a assessoria da corporação, Geraldo Maciel pode ser convocado a depor novamente. Ele saiu por uma porta lateral do prédio, não dando declarações à imprensa, assim como seus advogados.

  •  

Deixe uma Resposta