• Postado por Tiago

A empresa que teve a ideia de jerico de jogar a terra que sobra das obras da avenida Carlos Drummond de Andrade nas margens do ribeirão Ariribá, em Balneário Camboriú, vai ter que sivirar pra consertar o estrago. Walmir Pereira, secretário de Obras da Maravilha do Atlântico, ficou dicara quando viu de perto a cagada e mandou um fiscal ficar de zóio até que toda a terra seja retirada do local. Enquanto isso, a fiscalização da secretaria de Meio Ambiente (Semam) garante que não viu nada de errado. Phode?

O aterro do Ariribá foi denunciado ao DIARINHO na terça-feira pelo professor Roberto Murilo, 53 anos, que ficou apavorado quando percebeu que caminhões carregados de terra tavam descarregando tudinho às margens do ribeirão. A sacanagem já estaria rolando há duas semanas.

Ontem à tarde, o secretário de Obras deu um bizu no local e não gostou nadinha do que viu. “Fiquei indignado”, afirmou. Walmir contou que realmente tinha o plano de reforçar as margens do ribeirão, mas não era com terra. “Tem que ser feita uma contenção pra que a pressão da água, com o novo sistema de drenagem, não acabe comendo as margens. Mas isso é pra ser feito com rachão (muro de pedras), e não com terra”, lascou.

O secretário não quis dizer qual foi a empresa responsável pela sacanagem. “Ainda não sei se foi o pessoal que fez a rede de esgoto ou os que fizeram a drenagem. O fato é que usaram o ribeirão pra depositar o material, e ali não é lugar”, carcou.

Walmir mandou um fiscal da secretaria ficar de plantão no local pra garantir que a cagada seja desfeita. “Dei ordem pra que tirem tudo de lá. Mandei o fiscal pra descobrir qual foi a empresa responsável e quem autorizou isso, porque não fomos nós”, garante.

O abobrão diz ainda que a empresa, assim que for identificada, vai levar um puxão de orelha. “Estamos trabalhando pra melhorar a situação por ali, isso não poderia acontecer. A empresa poderá ser punida de alguma forma. Vamos verificar isso”, avisou.

Fiscal do Meio Ambiente tá cego

Enquanto o mandachuva da secretaria de Obras diz que alguém vai pagar o pato por conta do estrago, o secretário de Meio Ambiente, André Ritzmann, afirma que seu fiscal não viu nada de errado. “A parte de fiscalização não viu nada demais”, disse ontem ao DIARINHO.

O secretário, que não chegou a bizolhar a área de perto, chegou a afirmar que o aterro da margem do ribeirão Ariribá é um incômodo necessário. “Não tem como fazer a omelete sem quebrar o ovo”, soltou.

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