• Postado por Tiago

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Ponticelli acredita em caminho conjunto entre os partidos

Parece que o casamento entre PP e PT, de olho nas eleições majoritárias ao governo do Estado, está cada vez mais perto de se tornar realidade. Na tarde da última terça-feira, os presidentes estaduais dos dois partidos, Juarez Ponticelli (PP) e Luci Choinack (PT) bateram um papo pra lá de amistoso e marcaram uma reunião com os principais membros dos partidos e as pré-candidatas ao governo, Ângela Amin (PP), e Ideli Salvatti (PT), que deve acontecer até o final deste mês.

Em entrevista ao DIARINHO, Ponticelli disse que o encontro serviu para estabelecer uma conversa inicial, já que todos outros encontros anteriores não tiveram caráter oficial. ?A conversa foi muito positiva. Falamos de forma honesta e transparente, e os dois lados mostraram que estão com disposição de criar um projeto futuro em comum, de mudança da situação atual?, diz o deputado. O bagrinho acredita que no próximo encontro as diretrizes começam a ser escritas, e ainda acha cedo para falar em coligação no primeiro ou segundo turno, ou em qual dos partidos terá a candidata ao governo.

?Ainda não podemos avaliar isso tudo, estas discussões começam agora e só terminam durante as convenções dos partidos. Por enquanto, qualquer análise é insipiente?, lascou Ponticelli. Para ele, neste momento todos os partidos postulam o cargo de governador, e a escolha final vai depender de uma série de fatores, que serão avaliados no futuro.

Só na conversa

Luci também pareceu bem empolgada com a primeira conversa oficial entre os dois partidos, e disse que o diálogo será ampliado em breve, conversando novamente com todos os partidos de oposição a Tríplice Aliança, como PR, PRB, PDT e PCdoB. ?A Tríplice parece estar consolidada, então estamos conversando com todo mundo, inclusive com o PP, com o qual já temos parcerias de sucesso, como nas prefeituras de Brusque e Itapema. Eles querem ter um candidato, nós também, então vamos ampliar a discussão e ver para onde iremos?, falou a vermelhinha.

A presidente disse ainda que não prefere falar em nomes, já que a política é muito dinâmica, citando o caso do vice-governador do Estado, Leonel Pavan (PSDB). ?O Pavan, por exemplo, era o bambambam, e hoje está numa situação muito complicada, anda acanhado, tímido. Política tem estas mudanças, e no tempo certo chegaremos a um acordo?, lascou.

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