• Postado por Tiago

A sentença dos assassinos do crime do microondas, que ficou famoso em Santa & Bela pela crueldade dos bandidos, deve ser conhecida hoje. O julgamento que acontece no Tribunal de Justiça pode render pena máxima aos acusados da morte de Jonathan Robson da Silva. Denílson Alexandre da Silva, Luiz Henrique de Abreu, Márcio Rogério Waltrick e Glauber Satiro dos Santos são acusados de espancar, matar e depois queimar a vítima dentro duma cisterna desativada nas proximidades do hospital de Caridade, na capital. O crime rolou em 12 de julho de 2006.

Fabiano Godinho, uma das testemunhas, era olheiro do tráfico comandado por Denílson no morro do Mocotó, junto com Jonathan, mas conseguiu se livrar da morte pra contar como aconteceu a crueldade. Ele teve o pescoço amarrado com um fio elétrico e foi agredido com socos e pontapés. Em seu depoimento à época do crime, contou que só não morreu porque, enquanto apanhava, uma pessoa passou próximo ao local, o que distraiu os criminosos. Os bandidos deram bobeira e ele conseguiu escapar.

Já Jonathan não teve a mesma sorte. Depois de ser apanhar muito, o rapaz foi amarrado e jogado na cisterna, onde foi queimado. A polícia levou um tempão pra identificar a vítima, já que sobrou pouco pra fazer o exame de DNA. O estrago foi tão grande que não foi possível confirmar se Jonathan ainda tava vivo quando o jogaram no fogo.

A investigação da polícia Civil apontou que o motivo da morte e da tentativa de assassinato foi a falta de atenção dos olheiros, que resultou na apreensão pela polícia de uma carga de pasta de cocaína avaliada em mais de R$ 50 mil. Puteado com a babada dos funcionários, Denílson teria mandado acabar com a raça da dupla.

O juiz Luiz César Schweitzer não permitiu a participação da imprensa no julgamento e nem liberou acesso aos depoimentos prestados, que inclui a explicação sobre a investigação feita pelo delegado Adalberto Safanelli, e por Luciano Fraga Pereira, que abrigou Fabiano quando ele conseguiu escapar dos criminosos.

Em julho Denílson foi condenado a 12 anos de jaula por associação ao tráfico de entorpecentes.

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