• Postado por Tiago

Ademir Braz de Souza disse ontem que não sabia que tava sendo alvo de uma investigação por crime eleitoral. Ele garantiu que sua campanha não foi financiada pelo jogo ilegal. “Se houve ajuda deles foi espontânea, como qualquer pessoa da comunidade. Sou amigo do pai do Aleander há 30 anos”, afirmou.

O dotô disse que as acusações que pesam sobre ele influenciaram no seu trampo como vereador. “Prejudicar não prejudica, mas modificou meu trabalho. Antes eu ia à tribuna e falava à vontade. Hoje tenho que conter o que digo”, lascou. Ele reconheceu ter ficado preocupado por ter sido denunciado pelo MP. “Tenho um nome a zelar. Me considero inocente, por isso me preocupo”, disse.

Já o vereador Roberto Prudêncio Neto prefere jurar de mãozinhas postas que não teve nada a ver com o esquema. “Houve muita confusão com o meu nome. Já apresentei certidão assinada pelo juiz de Tijucas dizendo que não fui alvo de investigação, não fui indiciado e nem denunciado”, disse.

Questionado sobre as gravações em que um funcionário de Aleander pede votos pra ele, Roberto tira o seu da reta. “Não sou eu falando, são terceiros. Pessoas que eu nem conheço”, carcou.

O advogado de Roberto, Cláudio Gastão da Rosa Filho, lascou que as gravações em que o vereador aparece não valem nada porque não passaram por perícia. “As falas não foram identificadas por peritos. São trechos de conversas, pinçadas de um contexto que não dá pra identificar”, afirmou.

O ex-prefeito de Brusque, Ciro Roza, garantiu que não tinha nenhum envolvimento com a jogatina. “O Aleander é filho de um primo meu, por isso ligou pra mim umas vezes. Mas não tive nada a ver com essa história”, afirmou. Ele nega que tenha facilitado a vida do chefão da quadrilha. “Quem fiscaliza as leis é a polícia, não é o prefeito”, carcou.

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