• Postado por Tiago

A advogada Nádia de Souza Ibrahim, 42 anos, acusada de matar a estudante de direito Monique Milla, 19 anos, grávida de dois meses, em um acidente de trânsito, foi mandada pra atrás das grades na manhã de ontem. O laudo expedido por dois médicos legistas apontou que a advogada tava bêbada. A mulher vai responder por assassinato.

A dotôra tava dirigindo o Vectra, placa ABY 0600 (Curitiba-PR), quando cortou a frente da moto, placa MDO 5843 (Bombinhas), conduzida por Monique, que teve morte instantânea. O porradaço rolou na avenida Falcão, em Bombinhas, na terça-feira.

A delegada Luana Backes, que fez o flagrante da advogada, conta que todas as evidências dão conta que ela tava bêbada quando dirigia o carango. A polícia encontrou dentro do carro um litro de uísque e a mulher mal conseguia falar e ficar em pé. Nem o bafômetro ela conseguiu soprar. “Testemunhas viram que ela estava bêbada. Dois médicos deram o atestado e os policiais militares fizeram a autuação por embriaguês”, afirma a dotôra.

O povão, revoltado, não se conformou com a situação e tentou entrar na delegacia de Bombinhas pra linchar a presa. Pra evitar que uma desgraceira maior rolasse, a delegada transferiu Nádia direto pro cadeião de Tijucas. “Moradores da região a conhecem. Falam que ela incomoda sempre, que vive bêbada e fazendo escândalo”. Enquanto responde processo por assassinato, a advogada ficará em cana.

A mulé poderá até responder processo dos coleguinhas da Ordem dos Advogados do Brasil. O presidente da OAB de Balneário Camboriú, Armando Lins Júnior, explica que ela terá que responder a um processo ético-disciplinar, mas a princípio não corre o risco de perder a carteirinha de advogada. “Casos de exclusão dos quadros são restritos com referencial a crimes graves, de grande repercussão e ligados ao exercício da profissão”, explica.

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