• Postado por Tiago

INTERNA p - assassiato cascalho - advogado de blu (7)

Crime rolou em casa pertinho do Cascalho, na prainha de Armação

Um crime bárbaro chocou o pacato município de Penha. O advogado de Blumenau, Alessandro Schenkel Fornari, 38 anos, foi assassinado com oito punhaladas ? sete nas costas e uma na cabeça. A morte rolou na casa de veraneio da vítima, a 986 da rua Capitão Galdino, na praia do Cascalho, na praia de Armação. Eder Alves de Macedo, 28, foi preso por populares, ainda quando dava as últimas punhaladas no advogado. A execução foi premeditada, já que o cara veio de Curitiba, capital paranaense, pra acertar as contas com a vítima. A suspeita da polícia é de crime passional.

Os moradores da rua Capitão Galdinho ouviram os gritos de socorro por volta das 16h. Quando chegaram no quintal da casa de Alessandro, encontraram Eder dando as últimas punhaladas no dotô. Os vizinhos acharam que era um assalto e saíram correndo atrás do matador, que tentou fugir, mas foi guentado rapidinho. A polícia Militar foi chamada e então começou a descobrir uma história de amor, traição e ódio, que acabou com a vida do advogado.

Eder primeiro enrolou a polícia. Contou que namorava Alessandro há mais de um ano, e que veio de Curitiba pra cá há seis dias e tava na casa da vítima. Disse que ontem o advogado veio de Blu na sua caminhonete, placa ICP 3072 (Blumenau), e os dois se desentenderam. A vítima teria puxado a faca e os dois começaram a lutar. Pra se defender, Eder falou que tirou a faca do amado e o matou.

Mas a historinha não durou muito tempo. Nas roupas de Eder, os tiras da polícia Civil acharam duas passagens de ônibus interestadual. Um tinha horário de 6h45 de ontem e era da vinda do assassino de Curitiba pro litoral catarinense. A outra era da volta pra capital paranaense, que estava com o horário e o dia em aberto. Diante da constatação, a história começou a mudar.

Segundo o delegado Márcio Schutz, Eder e Alessandro tinham um relacionamento ?homo afetivo?, traduzindo: eram namorados. O advogado teria traído Eder e dado um pé na bunda dele. Insatisfeito, o carinha resolveu vir de Curitiba pra Penha, onde terminaria oficialmente o relacionamento e acertaria as contas entre eles.

Na casa do amado, o safado então pegou o punhal e covardemente o acertou pelas costas. O advogado nem teve como reagir e morreu na hora ? já que o punhal tem cerca de 40 centímetros de lâmina. Pra polícia, além do crime ter sido passional, foi premeditado, pois Eder veio exclusivamente pra acabar com o advogado. A passagem de volta pra Curitiba, comprada na cidade de Barra Velha, é uma das provas de que o traído tava mal intencionado e já bolava uma estratégia pra silivrar da polícia. No fechamento desta edição, a polícia levantava a ficha criminal do traste, que, a princípio, não tinha cometido outro crime.

Perícia e IML

O instituto Geral de Perícia (IGP) de Itajaí foi até a casa do advogado pra descobrir certinho como tudo aconteceu. Enquanto os homi de branco trabalhavam, o povão se aglomerava na frente da baia pra acompanhar a desgraceira. Os tiras tiveram que colocar um cordão de isolamento pra evitar que os mais curiosos entrassem na casa.

Depois da perícia, o corpo foi levado pro Instituto Médico Legal (IML). A família do dotô chegou no IML peixeiro pra acompanhar o trabalho e tentava ser forte pra guentar a perda. A mãe e a irmã da vítima eram as mais inconformadas com a situação. O DIARINHO tentou conversar com os familiares, mas ninguém quis falar sobre o assunto. Só se descobriu que o advogado será enterrado na Penha.

Alessandro era solteiro, morava e trabalha em Blumenau. Tinha escritório na rua Luiz de Freitas Melo, no centro blumenauense, numa transversal da Alameda Rio Branco. Ele vinha pra Itajaí constantemente pra atender clientes no fórum peixeiro. . Há seis meses, o dotô tinha comprado a casa de veraneio na Penha, mas não teve muito tempo pra aproveitar a morada de verão.

crime-advogado 

Eder Alves de Macedo saiu de Curitiba pra matar cara com este punhal enorme

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