• Postado por Tiago

A alunada dos colégios Henrique da Silva Fontes, no São João, e 15 de junho, no Promorar, tiraram o dia de ontem pra cobrar soluções do governo do estado. Os estudantes tão sofrendo com a falta de professores e funcionários e com faixa e cartazes abriram o mó berreiro pra ver se algo se resolve.

O manifesto começou na manhã de ontem com os alunos do ensino médio da escola Henrique da Silva Fontes. Os aborrescentes dizem que já tão há mais de um mês sem aula de matemática porque o professor tá de licença.

O principal problema apontado pelos protestantes foi a deficiência no ensino. Com a falta de professores, o aprendizado fica prejudicado. Os alunos do Terceirão, que tão se preparando para o vestibular, tem que estudar sozinhos para a disciplina de inglês.

A matéria de biologia também anda atrasada, já que o professor só apareceu agora, depois de um mês sem aula. “Não tem jeito de estudar sem professor e isso vai acabar influenciando no resultado do vestibular.”, carcou o estudante P. G. R., 17 anos.

A aluna, P. N. R., 15 anos, acredita que no fim do ano eles terão que ficar estudando pra repor aulas. “A gente vai ter que repor essas aulas no final do ano e ficaremos sem férias”, reclamou a arrevoltada.

A chefona da gerencia regional em Itajaí de Itajaí (Gerei), Maria Alice Pereira, falou que um novo professor de Matemática será encaminhado para a escola na semana que vem. Ela explicou que a contratação de professores substitutos só pode ser realizada até o dia oito de cada mês. Se passar desse prazo, o estado tem que pagar multa. Com isso, os professores que pedem afastamento após o dia seis não têm direito a um substituto e os alunos têm que esperar até o outro mês para a contratação de um novo profissional.

Uma lista de problemas

Antes de o sinal bater pro início da aula no período da tarde, foi a vez dos estudantes do colégio 15 de junho soltarem o verbo contra o perrengue enfrentado por lá. Cerca de 50 alunos se juntaram e com faixas e cartazes pra protestar em frente ao portão.

O negócio na escola do Promorar tá feio. Hiago Meireles, 16 anos, preparou até uma lista com os problemas. Entre os itens está a falta de diretora e assessores de educação. “Tá terrível a situação, um caos. A gente tá indignado, sem vontade de vir pra aula”, lasca.

A falta de trabalhadores é confirmada pela professora G.P., que diz que já cansou de bater o sino da escola porque não tem ninguém pra fazer o trampo. “A situação tá bem complicada”, resumiu.

Além da falta de funcionários, a garotada reclama que os banheiros estão entupidos, falta vigia noturno, material para educação física e não tem cortinas. Itens que deixam preocupada dona Nilza Aparecida Lopes da Silva, mãe de dois alunos do colégio. “Tá um absurdo. O banheiro entupido, com mau cheiro, sem água. Me sinto insegura de deixar minhas filhas aqui”, falou.

A chefona da Gerei falou que no 15 de junho rola uma briguinha interna, mas garantiu que a falta de diretora e assessores vai se resolver já na semana que vem. Ela diz que uma pessoa de fora vai assumir a direção pra evitar novas confusões. Sobre os reclames da parte estrutural, Maria Alice ficou de dar aquela bizolhada.

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