• Postado por Tiago

Pingo Os aviões KC-390, projeto de aeronave de transporte militar da Embraer, cuja aquisição de 10 a 15 aviões foi aventada pela França, são para o Ministério da Defesa francês, seu primeiro cliente, nada mais do que um “carrinho de mão voador”, na expressão do ministro Hervé Morin, usada em entrevista à RTL, uma emissora de rádio de Paris.

Respingo – O aparente menosprezo do francês vem corroborar a suspeita de que a possibilidade de compra foi nada mais do que uma “taxa de entusiasmo” para induzir os brasileiros à compra de 36 caças “Rafale” da empresa francesa Dassault. O custo total do lote brasileiro não chega a 10% do custo do lote francês, cujos aparelhos, diga-se de passagem, nenhum outro país quis. “Em um negocio como esse, é preciso dar para receber, e é possível que o ingresso do KC-390 tenha sido uma moeda de troca”, para Jean Jacques Kourliandsky, especialista do Instituto de relações Internacionais Estratégicas de Paris.

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Pingo – Após o mal-estar pelo anúncio de negociações avançadas com a França na concorrência para a compra de caças, o LI diz que irá levar em conta a avaliação da FAB, mas que a decisão “é política e estratégica, do presidente da República”, ou seja: “a decisão é minha”.

Respingo – Para o jornal francês Liberation, a compra foi descrita como um “bilhete premiado” tirado por Sarcozy para seus amigos da quase falida Dassault, fabricante do caça francês Rafale – aquele mais caro e que ninguém quis comprar. Considerando que há precedentes presidenciais, pois no caso do petróleo já não houve audiência pública e na compra de armas não houve remessa do projeto de compra ao Congresso, tal com se usa fazer em países civilizados, o LI relembra os tempos de Médici e Geisel, pela forma como quer sempre tomar decisões importantes sem consultar a sociedade.

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Pingo – Em entrevista recentemente publicada, Salvador Raza, diretor do Centro de Tecnologia, Relações Internacionais e Segurança (Cetris), perguntado porque a preferência pelo Rafale, que além de mais caro é tido dom um fracasso de venda no mercado mundial, respondeu: “A opção Rafale é ruim do ponto de vista técnico, operacional e tático. É um mau negócio, em minha opinião.”

Respingo – O voluntarismo presidencial no caso dos aviões de caça – “eu decido quando eu quiser” – deve preocupar a nação brasileira. Tem algo a ver com a exteriorização de um ego hipertrofiado. Há muito mais coisas a serem decididas que não podem ficar na dependência daquela “imperial vontade”. Até os monarcas, mesmos os que reinavam “absolutos”, usavam dizer o “nós” quando queriam ou decidiam alguma coisa.

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Pingo – O presidente da Bolívia Evo Morales confirmou em La Paz a decisão de comprar um avião presidencial Antonov, de fabricação russa, segundo a agência espanhola Efe. A aeronave será conhecida como “Cocalero Uno”, e deverá ser pilotado por uma tripulação cubana, porque Morales não parece confiar nos militares da Força Aérea Boliviana. Será um modelo “Regional Jet”, de luxo, e seu custo poderá chegar a US$ 45 milhões (R$ 100 milhões), porque o cocaleiro mandou instalar até sistema anti-mísseis, como no Air Force 1, de Barack Obama.

Respingo – Morales fez a encomenda após o presidente Lula ir à Bolívia entregar US$ 322 milhões para financiar uma rodovia, naquele país. Em 2007, ele surrupiou refinarias da Petrobras que valiam mais de US$ 2 bilhões. O Antonov, tem capacidade para 80 passageiros e cabine reservada para o presidente, com sala, cama de casal, banheiro com hidromassagem. Índio já não gosta mais de apito, abandonou também o caldeirão para cozinhar os galegos, logo adquirirá uma sauna, que é coisa da “zelite”.

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Pingo – O ministro da Fazenda, Guido Mantega, confirmou nesta segunda-feira (14) que o governo vai enviar, ainda nesta semana, um projeto de lei ao Congresso Nacional para taxar a caderneta de poupança com valores acima de R$ 50 mil. Para auxiliar na delaração do IR, o banco ficará obrigado a mandar extrato com o rendimento mensal do poupador. A assessoria técnica da Fazenda detalhou que, caso o poupador tenha cadernetas em mais de um banco, incluindo poupança de dependentes, ele terá de pagar imposto sobre a soma total se esta ultrapassar o limite de R$ 50 mil.

Respingo – Segundo explicaram integrantes da equipe econômica em maio deste ano, a medida busca impedir que grandes investidores migrem para a poupança e, com isso, deixem de comprar títulos públicos ofertados pelo Tesouro Nacional. O temor do governo, portanto, é que a atratividade da poupança aumente, com a diminuição da taxa básica de juros, e que isso influencie a rolagem da dívida pública – emissão de novos papéis para o pagamento dos títulos que estão vencendo. O governo avalia que a poupança é feita para os pequenos, e não para os grandes investidores. Pura demagogia.

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