• Postado por Tiago

Pingo – A “Operação Barrica”, investigação realizada pela Polícia Federal, levou ao indiciamento do filho do presidente do Senado, o empresário Fernando Sarney, por lavagem de dinheiro, tráfico de influência e formação de quadrilha. Ele é encarregado da administração dos negócios da família no setor de comunicação. A nora do senador, Teresa Murad e outros oito suspeitos também foram indiciados. As investigações incluíram escutas telefônicas autorizadas onde foram reveladas a nomeação, a pedido dela, do “namorado da neta” do senador. Também desvios de verbas culturais da Petrobras e outros mimos.

Respingo – A “coleção Sarney” apresenta uma série de joias representando o espetáculo do patrimonialismo – a apropriação dos bens públicos por grupos instalados nas várias instâncias dos poderes do Estado. José Sarney, segundo o apedeuta, não é uma pessoa comum. Realmente, o senador é o chefe incomum de uma tribo predatória que faz tudo para perpetuar no Brasil do século XXI a antiga diversão de fazer do Estado um privilegiado território de caça.

Pingo – Em nota à imprensa, José Sarney atribui a inteira responsabilidade pela ação que reintroduziu a censura prévia na imprensa brasileira ao seu filho Fernando e seus advogados. “Por isso é uma distorção de má-fé querer me responsabilizar pelo fato”, afirmou, e mais: “Todo o Brasil é testemunha da minha tolerância e minha posição a respeito da liberdade de imprensa, nunca tendo processado jornalista algum.”

Respingo – Um dos sintomas comuns da senilidade é a “falha de memória”. Sarney processou o jornalista João Melão Neto, conforme atestado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal, alegando injúria e pretendendo reparação. Perdeu. Entretanto, não desistiu e agora recorreu ao mesmo órgão no qual seu filho conseguiu a liminar que censurou o jornal “O Estado de São Paulo”. Só falta ter esquecido também de orientar a distribuição do recurso para julgamento pelo mesmo desembargador.

Pingo – No início da semana passada os governos da Colômbia e da Suécia cobraram do bolivariano Chaves explicações de como vários lançadores de foguetes AT-4, comprados pela Venezuela da Suécia em 1988, estavam em poder das FARC – Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, aquele grupo guerrilheiro convidado a ter assento do Foro de São Paulo e que tenta implantar naquele país, pela luta armada, uma ditadura comunista e que atualmente se dedica, quase que exclusivamente, ao tráfico de drogas.

Respingo – Sem ter como explicar, Chaves adotou a posição de ofendido e, não satisfeito, passou a cobrar satisfações do governo colombiano que estaria em conversações com Barack Obama para ceder o uso de cinco bases militares às forças armadas americanas com o objetivo de auxiliar no combate ao narcotráfico. Imediatamente, LI deu o seu apoio: “a mim não me agrada mais uma base na Colômbia”, mas como não gosta de “dar palpite nas coisas do Uribe”, pediu a inclusão do assunto na reunião da UNASUL, botando azeitona na empada do Chaves.

Pingo – “Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semianalfabeto, e 24 horas depois a horda de aduladores estará a sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo o que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nesta posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se em um monstro perigoso.”

Respingo – O trecho acima consta de email que atribui a sua autoria ao general Olympio Mourão Filho, que se tornou célebre por liderar um movimento contra a revolução de 64. Se realmente foi o general o autor do texto, parece que, além de valente militar, o líder tinha o dom de profetizar, antecipando o que viria com o retorno da democracia. Será que ele só adivinhava ou também dava receita?

Pingo – UTILIDADE PÚBLICA: As pessoas jurídicas prestadoras de serviços públicos ou privados são obrigadas a emitir e a encaminhar ao consumidor declaração de quitação anual de débitos. A declaração de quitação anual de débitos compreenderá os meses de janeiro a dezembro de cada ano, tendo como referência a data do vencimento da respectiva fatura.

Respingo – O texto reproduz alguns artigos da Lei 12.007/2009 que foi publicada no Diário Oficial de 30 de julho de 2009 e passou a vigorar na mesma data. Consequentemente, os consumidores de água, energia elétrica e outros serviços públicos não serão obrigados a manter arquivadas as faturas (contas) quitadas nos últimos cinco anos e deverão exigir das CELESC e SEMASAS da vida a “declaração de quitação anual de débitos”, que será a prova da seriedade do consumidor. Como há penalidades, surgiu uma oportunidade de vingança contra os “cortes de fornecimento”.

  •  

Deixe uma Resposta