• Postado por Tiago

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Canasvieiras: trapiche poderá dar lugar a uma marina impiçada

O prefeito da capital, Dário Berger (PMDB), deve canetear em um mês a lei de gerenciamento costeiro aprovada esta semana pelos vereadores. Neste período, é possível que a papelada sofra alguma alteração. Principalmente aquelas sugeridas por ambientalistas que reclamam que a sociedade não foi consultada pra elaboração do projeto que definirá o uso dos recursos naturais do litoral da cidade. ?Houve uma série de reuniões para a realização do plano diretor, mas em nenhum momento esta proposta foi apresentada. Temos grandes preocupações com questões ambientais neste projeto. Não somos contra as marinas, por exemplo, mas temos que ter cuidado porque isso provocará um aumento de embarcações na costa e há embarcações que usam produtos tóxicos que podem prejudicar a maricultura. Os transatlânticos são grande fonte de esgoto para o litoral. Essas situações precisam ser consideradas?, comenta Jefrey Hoff, membro da Associação de Entidades Ecológicas de Floripa.

Pro gringo, a discussão ajudaria a elaborar um projeto que atenderia aos empresários e à comunidade sem arrombar com o meio ambiente. ?Faltou a consulta a quem será afetado diretamente com esta proposta. Por isso, sugerimos que este projeto volte à câmara e a comunidade seja ouvida. Não há regras claras?, sugere.

Na defesa

O projeto manezinho prevê o zoneamento de usos e atividades em toda costa da capital. A lei priorizará a conservação de recursos naturais renováveis, manguezais, praias, baías, enseadas e mais um monte de coisa, tudo com a promessa de não detonar o meio ambiente. Também estabelece punições pra quem meter os pés pelas mãos e sair construindo trapiches e afins pelaí.

Pro secretário de Turismo, Mário Cavallazzi, que irá gerir a lei, o documento tá entrelaçado com a lei nacional e com as diretrizes do projeto que tá sendo elaborado em nível estadual. ?Não há liberdade de chegar e implantar uma marina, por exemplo, sem que sejam realizados estudos de impacto ambiental. Esta é uma normatização. Não é liberação?, comenta.

Pro empresário Doreni Caramori, presidente da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif), a lei é um avanço. ?A partir de agora, finalmente a ilha irá se virar pro mar?, diz.

?Apesar das discussões, a lei segue as orientações da lei federal. O que não pode é engessar a cidade e achar que tudo o que for feito será feito sem que regras ambientais sejam cumpridas. O plano da capital, por exemplo, irá determinar se na Barra da Lagoa poderá ser feito um píer, uma marina, situações que não estão delegadas na lei federal. O que foi aprovado pela câmara é um complemento do gerenciamento costeiro federal e estadual?, explica.

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