• Postado por Tiago

Na praia vão vender…

– redes e mantas

– artigos de bijuterias artesanais

– chapéus de palha

– doces caseiros

– salgadinhos

– crepes e churros

– caldo de cana, coco e afins

– água, refris, sucos e bebidas alcoólicas

Os vendedores ambulantes de Itapema tão felizes da vida. Na noite de terça-feira, os vereadores da city derrubaram o veto do prefeito e liberaram a venda de tudo nas areias da praia. Os cerca de 400 ambulantes cadastrados poderão vender de cangas a crepes, pra loucura dos comerciantes que são contra a liberação.

A proposta polêmica começou a ser discutida este ano. O executivo inseriu uma emenda numa lei de 1996 que regulamenta o trampo dos ambulantes na beira da praia. A ideia do executivo era brecar a venda de redes, mantas, cangas, chapéus, brinquinhos artesanais e até bolachinhas doces na praia. O espaço ficaria só pros vendedores de picolés, salgados e bebidas. A maioria dos vereadores não curtiu a modificação e meteu uma emenda pra liberar geral a venda na orla. O documento voltou à prefa e o prefeito Sabino Busanello (PT) vetou a proposta dos edis.

A medida chegou a apavorar o artesão E.O.E., 38 anos, que vende brinquinhos, e ficou com medo de não receber o ganha-pão da temporada de verão. “Fabriquei meus produtos o ano inteiro e vou ficar desempregado”, lascou antes da votação. Como ele, outros 20 vendedores de badulaques passaram terça-feira à noite na casa do povo pra acompanhar a sessão.

Os vereadores não decepcionaram os ambulantes e todos, com exceção do vereador Luiz Carlos Vieira (PT), derrubaram o veto do prefeito. Com isso, ficou liberado o trampo pra todos os ambulantes nas areias escaldantes de Itapema. Os vendedores agora têm até o dia 10 de dezembro pra tirar os alvarás temporários. Como a lei foi modificada esta semana, a prefa não soube informar quantos ambulantes estarão liberados pra trampar nas praias.

Os dois lados da moeda

Há quem acredite que a venda de redes, cangas e chapéus prejudicaria o comércio local. Pro vereador petista, Luiz Carlos Vieira, o professor Vieira, o único que votou contra a liberação, a turistada deixa de comprar nas lojas, que pagam impostos o ano todo, pra comprar dos vendedores que só contribuem com o município na temporada de verão. “Temos que criar uma política que valorize os trabalhadores que estão conosco o ano todo”, explica.

Em defesa da liberação, o vereador tucano Rodrigo Costa (PSDB), o Bolinha, diz que acredita que a venda na orla é essencial pra chacoalhar a economia local. “Esses artigos são vendidos como compras de momento. Às vezes, os turistas nem têm interesse em comprar um chapéu, mas compram porque o vendedor passou ali e está calor”, acredita.

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