• Postado por Tiago

Esperidião-Amin---Divulgação

Careca acredita que corrupção dentro da secretaria acontece faz tempo

?A única providência desse governo contra a corrupção é silenciar, botar a verdade dentro da cueca, dentro da meia?. Com esta frase, o ex-governador Esperidião Amin (PP) sintetizou o que pensa sobre as denúncias de corrupção que pesam contra o governo do seu adversário Luiz Henrique da Silveira (PMDB), que o derrotou nas eleições de 2002 e 2006.

Ouvido na noite de domingo com exclusividade pelo DIARINHO sobre o indiciamento do vice-governador Leonel Pavan (PSDB) pela Polícia Federal, Amin disse que prefere não fazer pré-julgamento do tucano, mas manteve a língua afiada. ?O que eu sei é que o indiciado [Pavan] integra um governo que acobertou um caso de corrupção muito parecido com este. Quando a denúncia estourou, o que o governo do Estado fez? Acobertou?, disse o careca, referindo-se à Operação Dilúvio, que desbaratou um esquema de sacanagem em 2006 e até agora deu em nada.

Amin diz que não teme ser processado por suas fortes declarações e informa que já está sendo processado pelo atual governador por ter dito que ele contratou um ladrão (Aldo Hey Neto, ex-fiscal da Secretaria da Fazenda), em 2006. ?O governador se limitou a isso, me processar. Não sei se no caso atual o Pavan é culpado ou não, mas ironicamente o problema acontece na mesma secretaria. O que eu posso te dizer é que o governo plantou a corrupção nesta secretaria e a PF sabe disso?, detonou. O careca completou dizendo que ?quando você tem dois casos de uma doença no mesmo lugar, não é uma coincidência, é uma epidemia?.

Sobre os efeitos do indiciamento de Pavan no cenário eleitoral de 2010, o pepista não acredita que a tríplice aliança fique enfraquecida com o episódio envolvendo o tucano. ?A coligação deles fica mais necessária e não podemos subestimar a força política da aliança. Agora, se isso é bom para o Estado, eu acho que não. E tomara que tenhamos alternativas?, finalizou o ex-governador.

Operação Dilúvio

Muita gente pode já ter esquecido da Operação Dilúvio, mas o careca não. Na tarde de ontem, Amin e o deputado estadual Juarez Ponticelli (PP) foram até o Ministério Público Federal de Florianópolis para saber como andam as investigações da Operação Dilúvio. De acordo com Ponticelli, os federas se comprometeram a levantar informações sobre o inquérito e se posicionar sobre o caso, que já tá juntando teia de aranha de tão velho. O processo estaria em fase de alegações finais, no Tribunal de Justiça (TJ) da capital, e deve terminar em algumas semanas.

?A pergunta básica que queremos responder é de onde veio e pra onde foi o dinheiro da operação. Isso nunca foi respondido?, lascou o deputado. Sobre o caso envolvendo Leonel Pavan, Ponticelli afirma que o desgaste político sofrido pelo tucano e pelo partido foi muito grande e que a treta tem cara de ?fogo amigo?, ou seja, a denúncia teria partido de alguém de dentro do próprio governo, provavelmente de um outro partido da Tríplice Aliança.

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