• Postado por Tiago

 

Professor calcula que já leu 20 mil livros

Professor de Língua Portuguesa aposentado, aos 85 anos, Pedro Ghislandi, dedica maior parte da sua semana em visitas à biblioteca municipa. de olho em cada uma das 38 mil obras que existem por lá. O fessôr frequenta o local desde a sua inauguração. Quase todos os dias sai da sua casa no bairro São Vicente, encara minutos dentro do busão, mais alguns minutos de caminhada, só pra passar por lá. Amigo de todos, não atravessa o corredor sem ser cumprimentado pelos funcionários.

Seu Pedro conta que ele escolhe o livro que vai ler de forma aleatória. ?Leio de tudo, principalmente filosofia e história, que eu mais aprecio?. Mesmo com miopia, faz questão de tirar os óculos pra ler. Senta-se sozinho na ponta de uma das três grandes mesas disponíveis e mergulha na história que lhe é contada. O último livro que mais lhe marcou foi ?Montanha mágica?, escrito por Thomas Mann, em 1924. Um romance alemão passado após a primeira guerra mundial, que ganhou o prêmio Nobel de literatura.

Embora a idade, às vezes, lhe pregue peças e lhe faça esquecer algumas palavras, relembra da maioria das histórias que leu. Recorda que a primeira obra que teve em mãos foi aos 10 anos, assim que aprendeu a ler na escola no município de Nova Veneza. ?Estudei em seminário e li ?Um mártir em nossos dias?, que era sobre um padre que foi fuzilado?, relembra.

Calcula que já tenha lido cerca de 20 mil obras em sua vida, sendo que 100 delas teriam sido dentro na biblioteca do Itajaí. ?Se eu deixar de ler, fico doente?.

Tem que ler, pra saber falar

Para a pedagoga Bárbara Barros, a leitura é importante na formação do vocabulário de uma pessoa, além de agilizar o raciocínio e ajudar na interpretação do que rola no mundo. Relembra que a leitura está presente em tudo quanto é lugar, desde os panfletos de mercado até nos jornais. ?Sem leitura, não se obtém conhecimento?, ressalta.

A fessorinha do colégio Unificado acredita que é possível criar o gosto pela leitura até entre aqueles que juram de pés juntos que não leem nem bula de remédio. A dica é saber fuçar as histórias que mais agradem o sujeito e com a linguagem de fácil compreensão.

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