• Postado por Tiago

Dindim que vinha pra instituição há 30 anos, agora tem que ser dividido pra três

A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Itajaí vai ter que se virar nos 30 pra conseguir dar atendimento aos 302 alunos matriculados este ano, depois que foram cortados R$ 80 mil da verba federal que vinha todos os anos pra instituição há mais de 30 anos. A diminuição da verba de R$ 134 mil pra R$ 54 mil, rolou por decisão do conselho municipal de desenvolvimento social, que dividiu o dindim para outras duas entidades da city – a Vovó Biquinha (R$ 30 mil), e a Adefi (R$ 28 mil).

“Eu não queria a verba toda para a Apae, mas se soubéssemos que este ano seria assim, não faríamos o planejamento que fizemos, abrindo mais 20 vagas e até adquirindo um ônibus novo”, lamentou a diretora Mauricéia Machado.

A Apae atende 302 alunos, sendo que 105 ficam em período integral. Além disso, dá atendimento pedagógico, clínico, alimentação e transporte. “Proporcionalmente, recebemos menos porque temos muito mais custos que a Vovó Biquinha, por exemplo, que é uma creche”, comparou. A Apae também recebe R$ 234 mil da secretaria de educação por ano, em 10 parcelas.

A presidente do conselho, Danielle Cardoso, disse que a Apae não foi pega de surpresa porque a entidade também tem uma representante no conselho, que participou da reunião quando foi decidido dividir a verba federal. “Não decido nada sozinha. A discussão em não privilegiar uma única instituição com este recurso, que era da extinta LBA, é de longa data e a decisão foi unânime”, justifica. Daniele acredita que seria temerário uma instituição depender exclusivamente de verba pública e assumir dívidas. “Tivemos o problema da enchente no ano passado e muitas administrações estão sem recursos, então é melhor buscar autonomia”, aconselhou.

A diretora da Apae reclamou também do pouco tempo que teve para formular um projeto e apresentar segundo o edital – apenas cinco dias. E a chefona do conselho respondeu que o edital foi lançado a toque de caixa para as instituições receberem o recurso mais rápido. “Todos concordamos que seria mais correto e ético o processo através de um edital para não favorecer ninguém. Temos que virar esta página”, lascou. O conselho é formado por 19 representantes de entidades governamentais e não-governamentais e tem decisão soberana.

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