• Postado por Tiago

g20-20agressao20instituto20-20instituto20estadual20de20educacao20-20foto20rubens20flores2014ago09Os mais de cinco mil alunos não tiveram aula hoje na maior escola da América Latina. Os 200 professores do Instituto Estadual de Educação (IEE), na capital cruzaram os braços em repúdio à violência. Uma professora identificada apenas como Carminha levou uma surra de entortar as ventas na quinta-feira à tarde. A autora da barbaridade foi a mãe de uma aluna.

Após levar a surra e ficar muito machucada, a profe de literatura registrou boletim de ocorrência na primeira delegacia de polícia. Hoje, a mulher fez exames no Instituto Geral de Perícias (IGP). Até que os roxos desapareçam e sejam tomadas medidas em relação à agressora, Carminha não voltará à sala de aula.

Segundo relato de colegas da professora, o motivo de tamanha ignorância foi um arranhão no pescoço da menina. A professora teria pego a mochila da criança durante a aula. A guria ficou puteada e saiu chutando carteira até partir pra cima da professora. Nisso os coleguinhas teriam pulado em cima da menina pra conter a situação, quando então apareceu o arranhão. A professora ainda tomou o cuidado de passar álcool no ferimento enquanto tentava apurar quem tinha sido o autor do arranhão.

Em casa, a menina deve ter falado horrores da profe pra mamy e, à tarde, a mulher foi tomar satisfação. Carminha tava na sala dos professores quando foi chamada pra atender a uma mãe. Na hora que saiu da sala, começou a pancadaria. A raiva da mulher era tanta que foi preciso um batalhão de gente pra tirá-la de cima da professora. Pra piorar a história, a agressora tava acompanhada das duas filhas.

Esta foi a primeira vez que um caso destes foi registrado no IEE. ?Estamos conseguindo fazer um trabalho positivo com os alunos, no combate à violência. Quando esta reação vem de quem deve dar o exemplo, isso nos deixa chocados?, lamenta a diretora da escola Gildarama Penha.

Medidas

Além de rever a forma como tem sido abordada a violência na escola, Gildarama terá que tomar atitudes de ordem administrativa pra restringir mais ainda o entra e sai de pessoas no IEE. ?Nosso espaço é muito grande e temos que repensar esta questão porque não foi um intruso, um desconhecido que provocou isso. Essa pessoa não teria restrições para entrar no colégio. Vamos ter que abordar agora não só mais a violência entre jovens, mas a violência familiar também, para que alunos que convivam com violência doméstica possam ter espaço para se manifestar e esse tipo de situação seja evitada?, acredita.

Revoltados com a agressão, professores e alunos do IEE fizeram um apitaço na tarde de sexta-feira nas ruas centrais da capital. As aulas voltam ao normal na segunda-feira. O nome da mãe agressora e a série da aluna não foram revelados pra evitar constrangimentos à criança.

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