• Postado por Tiago

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Dona Ana se sente pequena pra enfrentar tanto problema

Na manhã do dia 23 de abril, dona Ana Geraldina da Cunha, 65 anos, viu toda uma vida ir pro chão. A casa em que ela morava, na rua Delfim de Pádua Peixoto, na Praia Brava, foi demolida a mando da justiça por conta de uma briga pela posse do terreno. Desde então, dona Ana luta pra sobreviver com os R$ 420 que recebe de aposentadoria. Uma tarefa e tanto diante da idade e problemas de saúde. ?A minha situação está péssima. Não sei mais o que fazer?, desespera-se a mulher, aos prantos.

Com a demolição da casa onde morava há quase 30 anos, a aposentada não viu outra saída a não ser alugar um local pra morar. A nova morada fica na rua Jordina de Lima, também na Praia Brava. O aluguel custa exatamente todo o rendimento mensal de dona Ana. ?Eu consigo comer porque os meus dois filhos que moram comigo mantêm a casa, porque do que eu ganho de aposentadoria não sobra nada?, conta.

Pela idade e também por conta de uma cirurgia no coração, dona Ana toma 15 tipos diferentes de remédios. Destes, um não é dado de graça. O medicamento exclusivo pro controle do colesterol custa 50 reales, dinheiro que não sobra pra aposentada. ?Eu tô sem tomar esse remédio. Não tenho cara de ir na farmácia comprar porque já tô devendo o do mês passado?, diz, se sentindo pequena diante do tamanho dos problemaços.

O drama da idosa começou em 2004, quando o oficial de justiça Renato Francisco dos Santos alegou que a terra onde dona Ana vivia era dele. Como já morava lá há um bom tempo, a velhinha bateu pé e se recusou a sair. Mas no mês passado o juiz Rodolfo Cezar Ribeiro da Silva decidiu que enquanto o perrengue não chega ao fim, ninguém fica no terreno.

Agora, dona Ana conta com a ajuda dos solidários peixeiros pra se manter. Quem puder ajudar pode ligar pra ela pelo telefone 8423-6555 ou para o 3346-9955, que é o número de um parente seu.

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