• Postado por Tiago

Luciene (D) e Eleniz chegaram no prédio com o velhote

A equipe de investigação da central de Polícia de Balneário Camboriú prendeu ontem duas garotas de programa acusadas de terem assassinado o aposentado Güinther Frientchs Burckhardt, 82 anos, morto a marteladas em Balneário Camboriú na noite de sábado. A prisão aconteceu dois depois do corpo do aposentado ser encontrado pela empregada doméstica, dentro do apartamento onde ele morava. A dupla de prostiranha teria dado cabo na vida do aposentado depois de baterem boca sobre o preço do programa.

A polícia chegou até as acusadas depois de analisar as imagens das câmeras do prédio Sunshine, que fica na avenida Brasil, e ouvir a vizinhança do aposentado. O pedido de prisão preventiva ? aquele por tempo indeterminado ? foi decretado no começo da noite de quarta-feira pela justa da terrinha. A decisão mandou pra trás das grades Lucilene Aparecida Teixeira, 24, e Eleniz Aparecida Laranjeira, 21, acusadas de matarem o aposentado.

Quando receberam a pulseira de aço, as profissionais do sexo batiam ponto na Marginal Leste, no finalzinho da avenida do Estado, e esperavam a clientela lendo a reportagem do DIARINHO de quarta-feira sobre o assassinato do véio. Elas foram reconhecidas por moradores do edifício, prestaram depoimento e foram ver o sol nascer quadrado.

Pro delegado Eliomar Beber, o crime não foi premeditado e rolou por um desentendimento no preço do programa. O dotô afirma que no sábado à noite, Gunther saiu com seu carango Scenic prata pelo Balneário e contratou o serviço das prostis pra sidivertir. Ele chegou em casa por volta dass 21h e parou o possante na garagem.

O trio, que preparava uma festa de arromba, subiu até o apê, mas minutos depois começou o arranca-rabo. O véinho não tinha nem conseguido chegar aos finalmentes quando as moçoilas discutiram com ele. A treta rolou por que ele queria baratear o preço do divertimento. No calor da discussão, elas arranjaram um martelo e bateram no coitado até ele morrer. ?Foi a Eleniz que deu as marteladas?, conta o delegado.

Como a vítima ainda se debatia, amarraram o pescoço com uma toalha pra garantir que ele iria partir pra terra dos pés juntos. Ainda vasculharam a moradia e, pelas 22h15, trancaram a porta e simandaram de fininho.

Eleniz admite que matou o aposentado, mas alega que foi em legítima defesa. ?Ele me empurrou e eu o acertei com que eu achei?, conta referindo-se ao martelo usado pra matar Gunther. A arma foi encontrada em cima de um armário da sala, em meio a algumas revistas. Já Lucilene, que quando abre a boca só solta palavrão, nega que tenha participado do assassinato.

Nenhuma das duas garotas tinha passagem pela polícia. Eleniz é profissional do sexo conhecida do Balneário e já tinha feito um outro programa com o aposentado, também no apartamento dele. Ela vivia no bairro Conde Vila Verde, em Camboriú. Já Lucilene vivia no centro da cidade da pedra. É metida a viajante e voltou há poucos dias de uma viagem que fez à Europa. Passou um tempo na Suíça e largou o país de primeiro mundo pra fazer besteira no Balneário mais badalado do sul do planeta.

Extorsão

A polícia investiga agora se Lucilene e Eleniz tão envolvidas no sumiço de R$ 500 mil, que desapareceram da conta corrente de Güinther em outubro passado. Ele procurou os policiais da Central e pediu ajuda, mas quase não ajudava nos depoimentos que dava aos homisdalei.

Pro delegado, o véinho estava sendo vítima de extorsão de alguém que tinha acesso direto a casa e a conta bancária. ?Esse é o segundo fato que nós, a partir de agora, vamos identificar?, garantiu o delegado Beber. Os investigadores vão analisar todas as imagens das câmeras de segurança do prédio, pra descobrir quem frequentava o apartamento do velhinho na época em que a grana sumiu.

Encontrado pela empregada

Günter foi encontrado pela empregada doméstica na manhã de terça-feira. Estava com marcas de marteladas pela cabeça e corpo e um pano em volta do pescoço. Tinha ainda um pano na boca colocado pelos assassinos, pra evitar que a vitima pedisse por socorro. O apartamento estava todo revirado e tinha duas taças de vinho em cima da mesa, que indicavam que o assassino era conhecido.

O aposentado era cheio da nota porque fez um bom pé de meia enquanto trampava com transporte, na city de Blumenau. Mas há 10 anos deixou sua família por lá e veio morar sozinho no apê do Balneário.

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