• Postado por Tiago

Abobrão do fundo municipal de saúde diz que a lei vai contra os princípios do SUS

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Fabrício: ?tem aqueles que esperam semanas por atendimento?

Se um paciente jovem precisa de um exame por causa de um câncer, ele tem prioridade de atendimento em detrimento daquele que vai fazer só um check-up

Rafael Steiner Schroeder, Gestor do Fundo de Saúde

Vai dar o que falar o projeto de lei que dá prioridade aos velhinhos de Balneário Camboriú nos atendimentos na rede municipal de saúde. O plano prevê que as consultas e exames pros mais experientes sejam realizados no prazo máximo de até 20 dias. No papel, a proposta é até bonitinha, mas o gestor do fundo Municipal de Saúde já avisa que a lei é inconstitucional e vai contra os princípios do sistema Único de Saúde (SUS).

O projeto foi aprovado por unanimidade em segunda votação na sessão de terça-feira. Bolado pelo vereador engomadinho Fabrício de Oliveira (PSDB), a proposta prevê o benefício pro pessoal que tem mais de 65 anos e é estendido a consultas e exames médicos em toda a rede municipal de saúde.

No entanto, a galera da saúde do município já disse que a ideia não vai dar certo. O gestor do fundo municipal de saúde, Rafael Steiner Schroeder, explica que o município se baseia na legislação que implantou o SUS pra dar prioridade aos atendimentos e que o projeto de lei, do jeito que está, seria inconstitucional.

O gestor explica que o SUS prevê que todos têm direito a atendimento médico gratuito, mas deve-se dar prioridade aos pacientes que tão feios na foto, independente de qual idade eles tenham. ?Se um paciente jovem precisa de um exame por causa de um câncer, pelos princípios do SUS, ele tem prioridade de atendimento em detrimento daquele que vai fazer só um check-up?, explica.

Rafael relembra que o Balneário já oferece aos velhinhos dodóis o atendimento do núcleo de Atenção ao Idoso, onde são oferecidas todas as especialidades médicas. A terceira idade também tem horário diferenciado pra marcar consulta e exames, o que agiliza em 25% o tempo de agendamento nos outros atendimentos do município, segundo o abobrão.

Em defesa do projeto, o vereador Fabrício garante a proposta é válida, já que, apesar de ser um direito previsto na constituição federal, o atendimento na rede de saúde, hoje em dia, tá longe do ideal. ?A gente sabe que tem aqueles que esperam semanas por atendimento. Aqueles de uma faixa etária normal já não podem esperar pela saúde, imagina esses que já estão mais debilitados. Isso pode custar a vida do paciente?, lascou.

Fabrício afirma que tomou a iniciativa depois de ouvir diversas lamúrias dos velhinhos. Pra que a prefa se adapte às exigências e fiscalize o trampo, o vereador acredita que terá que rolar um remanejamento de pessoal de pessoal. ?Que a administração vai ter que se adequar, isso tenho certeza que sim, mas não necessariamente precisará contratar mais pessoas?, palpitou.

Pra virar realidade, o polêmico projeto de lei terá que ser aprovado pelo prefeito Edson Periquito (PMDB). O canetaço ainda não tem data pra rolar. Mas caso o prefeito-ave dê um não bem grande pra proposta, o vereador promete reunir os coleguinhas da casa do povo pra derrubar o veto, como já fizeram com outras duas propostas este ano na câmara.

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