• Postado por Tiago

A região do Araçá, em Porto Belo, ganhou uma visitinha do ministério público federal (MPF). O objetivo foi bizolhar se as novas regras que tão valendo pra área, desde que se tornou de preservação, no ano passado, tão sendo cumpridas. Até que seja definido um plano de manejo, tá proibido fazer qualquer tipo de construção ou reforma por ali.

A transformação da área em uma APA rolou por conta de uma pendenga antiga com a dona justa. Há 10 anos, os pescadores artesanais de Porto Belo abriram o berreiro contra a dragagem do rio Rebelo, feita pela prefa, alegando que a obra espantaria os peixes. Na época, foi proposta uma ação civil pública, e a prefeitura prometeu preservar o Araçá pra compensar os danos provocados pela dragagem.

Mas a promessa só foi colocada em prática no ano passado. A vice-presidente da APA, Josiane Mendes Bezerra, conta que já tá tudo funcionando direitinho. O conselho foi formado, e se reúne uma vez por mês. Entre os conselheiros tão representantes das associações de bairro de Porto Belo, da prefa, da Fatma, do Ibama, e o procurador Pedro Nicolau Moura Sacco, do MPF peixeiro.

A visitinha que rolou contou com a participação de todo o conselho. Enquanto o pessoal bizolhava o local, foram instaladas placas indicativas de que a área é de preservação ambiental, pra evitar que algum cabeça de bagre cause danos à região.

Como a APA ainda tá pra bolar o plano de manejo que vai definir o que pode ser construído por ali, por enquanto ninguém pode começar nenhuma obra. “Acredito que se não tivesse sido criada a APA, já teríamos alguns loteamentos por ali, e um desmatamento significativo”, disse dotô Pedro.

Ele acha que a implementação de áreas de preservação na Santa & Bela é muito importante. “É essencial, sobretudo nesta região, que está sendo objeto de uma especulação imobiliária quase que desenfreada”, lascou.

Cambu também pode ganhar APA

Uma nova área de preservação ambiental poderá ser criada na região do morro da Bica, em Camboriú, com uma mãozinha das associações de moradores e ongs da city. Quem tá orientando o pessoal é a engenheira florestal e professora da Univali, Rosemari Marensi. “Ainda estamos no início do processo. A ideia é que a área possa conciliar a ocupação com a preservação dos recursos”, comentou.

A fessora diz que pelo menos um grande passo o pessoal de Cambu já deu. “É um processo demorado, mas depende muito da organização da comunidade. E eles estão bem interessados”, garantiu.

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