• Postado por Tiago

O protótipo de um calçadão pode ser conferido numa faixa praia do Quilombo, cujo mar bravo é indicado pra prática do surfe. A praia é a última da baía, antes do centro administrativo de Penha. Passada a ponte sobre o rio Iriri, fica a praia Alegre, na divisa com Piçarras, que depois que teve a praia engordada, virou palco de competições esportivas, como o campeonato Brasileiro de Jet Ski, que rola neste fim de semana.

A reportagem do DIARINHO encontrou por lá os amigos Roberson Mendes, 31 anos, e Driele Loss, 24. Ele é produtor rural no interior do Paraná e tem uma casa de praia no Gravatá, do lado de Navegantes, há quase 20 anos. Ela é turismóloga e tá conhecendo pela primeira vez o litoral norte catarina. Roberson e Driele tavam se refrescando do forte calor que fez na segunda-feira no Biroska lanches, que o seu José toca há nove anos. Eles estão em 18 pessoas na casa, que Roberson herdou. Drieli disse que costumava passar as férias em Itapema, onde há mais opções pros jovens. “Aqui é bom para descansar, para famílias com idosos e crianças. Tem um evento aqui e ali, mas não é constante”, opina.

Outra praia de águas calmas que agrada as famílias é a de São Miguel, cuja entrada fica no bairro Gravatá. O local é um reduto de pescadores, cujas embarcações enfeitam a paisagem bucólica. Dali, se vê o vai-e-vem dos navios entrando e saindo da boca da barra, em Itajaí. Em todas as praias é comum ver vendedores de rede e mantas do nordeste, como Cosme Linhares Dutra, 26 anos. Ele veio de Brejo da Cruz, na Paraíba, com 12 companheiros. Em dias bons, ele vende cerca de 15 peças, que custam de R$ 15 a R$ 35. Cosme pica a mula na semana que vem. “Pra mim, a temporada aqui já acabou. Vamos pra Belo Horizonte, onde vendemos bem”, justifica.

Realmente, o mau tempo tem assustado os comerciantes. Seu José, da Biroska Lanches, disse que o movimento tava uma beleza até início de janeiro. Depois que o tempo virou, a galera sumiu. “Nosso forte aqui é o pessoal que tira férias até 10, 15 de janeiro. Com o tempo ruim, eles voltam mais cedo”, lamenta. Esta também é a reclamação da vendedora de milho Solange Soares. Ela conta que no começo da temporada chegava a vender 150 milhos por dia. Agora, não passa de 40.

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