• Postado por Tiago

?É impossível um artesão conseguir desembolsar este dinheiro. O nosso lucro não chega a isso?

Rogério Santin Pinheiro, artesão de Balneário Camboriú

Rogério não conseguiu bancar o preço salgadoi

Está pela hora da morte o aluguel do espaço cedido aos artesãos no Salão Mundial de Artesanato, que vai rolar de dezembro a fevereiro, em Balneário Camboriú. Os artesãos interessados em participar têm que tirar mais de mil reales do bolso pra bancar o metro quadrado do espaço de exposição dos produtos. O precinho salgado tem feito muito artista desistir da mostra.

Rogério Santin Pinheiro é um dos artesões que abriu mão de participar do evento. Ele expõe digrátis suas mandalas e peças em MDF na praça Higino Pio, no centro da Maravilha do Atlântico Sul, e afirma que não tem os R$ 1100 pra bancar o aluguel do espaço. Como o valor é cobrado pelo metro quadrado, o artista teria que tirar R$ 3 mil do bolso pra ocupar uma área na feira. ?É impossível um artesão conseguir desembolsar este dinheiro. O nosso lucro não chega a isso?, fala, apavorado.

Quem pensa que a estrutura usada pra deixar as barraquinhas de pé é folheada a ouro ou diamante, está muito enganado. O organizador do salão, Wilson Pereira Martinez, afirma que os guichês serão separados com TS, que são placas brancas montadas com perfis de alumínio. Um material comum, usado em todas as feiras ao redor do mundo.

O organizador do evento explica que cobram o valor salgado porque oferecem aos artesãos a manutenção, limpeza e segurança do local. Pra ele, o preço está até abaixo do cobrado em outras feiras por esse mundão de meu Deus. Pra dar uma colher de chá aos artesãos da região, o organizador está fazendo até um desconto de 30% na hora da inscrição.

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