• Postado por Tiago

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Festival, que já trouxe Gal Costa, periga não rolar em setembro

O festival de música de Itajaí tá mais enrolado que cobra em cesta de ilusionista. Não só ainda não tem nenhum nome confirmado pra desembarcar em terras peixeiras em setembro, mês em que rola o festival desde que foi criado, como talvez nem role no mês das flores por causa da difuldade em captar recursos. E pra piorar, os músicos locais tão puteados porque o superintendente da fundação cultural, Agê Pinheiro, tá trazendo gente de fora pra coordenar a parada.

?Se nos últimos quatro anos funcionou muito bem o diretor do conservatório coordenar o festival, não vejo porque mudar este ano?, lascou o presidente do conselho municipal de cultura, Renato Seara. O último coordenador foi Arnou de Melo e, agora, a lógica seria Oliver Desidério. Renato, que também é músico, disse que convocou uma reunião na segunda à noite para o superintendente deixar a classe artística local a par dos trâmites para a vinda dos artistas e das oficinas que vão ser oferecidas.

?Queremos opinar sobre a vinda dos professores, pois tivemos uma ótima experiência com a paulista Isabel Bertevelli, que veio no seminário de violões e capacitou os professores para ensinar violão a pessoas com deficiência visual?, exemplificou. Ele disse que há cinco anos foi criada uma câmara setorial de música, que participava ativamente da organização do festival, mas este ano ninguém da área foi chamado pra conversar.

Um dos músicos que fazem parte da câmara é Carlos Cória, com 20 anos de estrada na cena cultural peixeira. Ele fez um desabafo em seu blog, chamando Agê Pinheiro e Antônio Floriano na chincha. ?Sinceramente, Floriano! Vais entrar nessa? E a opinião pública? E a opinião dos músicos de Itajaí que ajudaram a elaborar os últimos festivais? Na opinião de vocês vale alguma coisa? Ou vai ser goela abaixo como em outros tempos??

Cória também reclama de pacotes fechados de oficinas culturais, que rolam no eixo Rio-SP. ?O problema desses pacotes é que nem todas as oficinas nos interessam. Elas trazem muita teoria, por exemplo, enquanto que a demanda é por oficinas de improvisação?, revela.

Antônio Carlos Floriano disse que rolou, sim, uma reunião no conselho de cultura com a presença de alguns músicos que apresentaram solicitações, mas Renato Seara não estava presente. E que a troca de coordenador foi uma opção de governo. ?Assim como eu fui ignorado nos últimos anos, as pessoas não podem se apegar a fórmulas, nada é eterno?, justificou.

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