• Postado por Tiago

Os artistas de Itajaí que tiveram projetos aprovados na lei Municipal de Incentivo à Cultura tão penando pra conseguir dindim junto às empresas. A principal dificuldade tá na diminuição da atividade portuária desde que o porto foi destruído na enchente do ano passado. Pra se ter ideia do impacto da crise econômica sobre a cultura da city peixeira, a contribuição do porto caiu de R$ 275,5 mil, para 26 projetos culturais, em 2008, para R$ 116 mil para seis projetos culturais este ano.

A produtora e jornalista Natália Uriarte, 24 anos, aprovou e tenta captar recursos pra quatro projetos, mas, até agora, só conseguiu pra um. Para ela, a crise não é a única explicação pra dificuldade em captar recursos: “A captação nunca é fácil. Falta uma militância maior dos produtores, uma abertura maior dos empresários e, principalmente, um esclarecimento por parte dos contabilistas, considerando que as empresas estão apenas destinando um recurso que pagariam ao governo de qualquer forma”, lascou.

O estudante Anderson Davi de Oliveira, 19, inscreveu projeto pra uma revista cultural pela primeira vez e foi selecionado, mas também não conseguiu captar. Ele e um amigo foram em seis empresas e uma delas, do ramo de exportação, sinalizou a parceria. Com a garantia de dindim pra pagar a gráfica, ele começou a produziu material, mas, na hora H, os caras deram pra trás. “Eles falaram que o faturamento não foi o esperado, por isso não sobrou dinheiro pro projeto”. Agora, Anderson tá negociando com uma concessionária de veículos. O dinheiro destinado para a lei vem do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN), recolhido pelas empresas, que podem dar até 30% do imposto mensal.

O superintendente da Fundação cultural, Agê Pinheiro, disse que a crise afetou o mercado de uma forma global e que a fundação também tá com dificuldade de arranjar patrocínio pros projetos das leis estadual e federal. Agê disse que uma opção pros produtores peixeiros driblarem a crise é buscar empresas menores. Os produtores e artistas também tão preocupados porque correm o risco de não prestarem contas a tempo de participar do edital 2010. Agê aconselhou os interessados a levar este assunto ao conselho municipal de cultura e à conferência que rola na sexta-feira.

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