• Postado por Tiago

A onda de assaltos que vem rolando em Piçarras tá deixando os moradores da região encagaçados. O último ocorreu sexta-feira à noite, no bairro Nossa Senhora da Conceição. Nos assaltos, os bandidos amarram as vítimas e fazem a limpa nas baiucas. O delegado Francisco Ari Plantes do Anjos explica que desde o começo do ano foram registrados quatro assaltos do mesmo jeitinho na região. Até agora ninguém foi preso e a polícia não tem qualquer tipo de pista que possa levar aos bandidos.
O agricultor Carlos da Silva Santos, 38 anos, por exemplo, nunca foi vítima dos mequetrefes, mas teme pela segurança da família. Ele mora na zona rural de Piçarras há cinco anos, mas notou que nos últimos 10 meses começou uma onda de assaltos no interior que não para mais. “De vez em quando um vizinho é assaltado”, diz. Carlos conhece três das quatro famílias que foram assaltadas este ano. “A gente vive com medo, pensando quem será a próxima vítima”, completa. Para ele, falta segurança em Piçarras.
Os tiras da polícia civil das Piçarras já pediram apoio pros entendidos da central de operações da polícia (COP) para tentar descobrir quem são os trastes que tão apavorando na região. Apesar das investigações, ninguém foi preso até o momento. Em todas as ocorrências, os bandidos chegam encapuzados, armados, amarram as famílias e fazem a limpa no local. Geralmente, os crimes acontecem nos finais de semana.
O delegado destaca que a área rural de Piçarras tem muitas ligações com outras citys, como Luís Alves e Barra Velha, o que facilita a ação da malandragem. Pro delegado, os bandidos podem até ser da região, mas não moram em Piçarras. A dica é prestar atenção nas carangas estranhas que tão circulando com certa frequência no interior do município, anotar a placa e passar pra polícia. Outra sugestão do delegado é fazer uma rede de relacionamento com os vizinhos, e um cuidar a casa do outro.
O último assalto
Os bandidos botaram as asinhas de fora na noite de sexta-feira. A família de Valmito Pollheim, 47, ficou seis horas nas mãos de dois mequetrefes, que levaram tudo: desde o espelho do banheiro até a comida que tinha na despensa.

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