• Postado por Tiago

Três meses depois do assassinato do taxista Walmir Manoel dos Santos, o Mica, 60 anos, morto por assaltantes durante uma corrida, o presidente da associação dos taxistas de Balneário Camboriú, Esmael Rosa, bota a boca no mundo. O cara pede pros homisdalei a prisão dos bandidos e uma solução pro crime que chocou a classe no município.

O taxista cansou de esperar e resolveu abrir o jogo com o povão. O sindicalista até confia no trampo da polícia civil, mas acha que os pilantras que mataram o seu amigo não vão parar atrás das grades.

Desde a morte de Mica, vários crimes foram resolvidos nos últimos meses, mas o assassinato do taxista continua na mesma. “Prenderam até o assassino do filho do Fronza. A gente fica numa situação difícil, pensando que o crime não foi resolvido porque o taxista é pobre”, mandou, recordando o assassinato de Aldinho Fronza, em maio deste ano, na praia Brava. O rapaz é filho de um empresário conhecido, no Balneário.

Esmael lembra que rolou uma onda de assaltos a taxistas no início do ano. Pelas contas do presidente, foram umas 15 abordagens. Entre elas, a de Mica, que tentou reagir e partiu dessa pra uma melhor. O taxista conta que a onda de ataque aos motoras praticamente acabou, mas diz que a classe ainda tem medo. “A gente não sabe o que aconteceu com os bandidos. Se tão presos ou não. Quem sabe tão dando um tempo e daqui a pouco volta tudo?”, questiona.

Pra deixar o taxista mais calmo, o delegado Eliomar Beber, que tá à frente do caso, garante que logo os bandidos serão presos. Segundo Beber, o caso tá demorado porque ele quer identificar os matadores e coletar provas suficientes pra fazer os assassinos mofarem no xilindró. “Não paramos em momento algum a investigação. Estou me empenhando pessoalmente no caso e acreditamos que os crimes não permanecerão impunes”, diz o dotô.

Relembre

De janeiro a maio deste ano rolou uma série de assaltos a taxistas de Balneário. Os pilantras pegavam o táxi na city e pediam uma corrida até Camboriú. Na metade do caminho, os passageiros se transformavam em vagabundos e sacavam um trabuco. Rendiam o motora e levavam a grana. Alguns até fugiram com o carro das vítimas e trancaram os pobres no porta-malas.

Entre a onda de assaltos, na noite de 15 de abril, Mica foi a vítima. No meio da corrida ele foi abordado por dois trastes. Um deles tava com um berro. O motora tentou reagir e acabou tomando dois tiros mortais. A classe fez uma manifestação depois do crime, pedindo mais segurança pro povão.

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