• Postado por Tiago

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Arma de fogo está no topo da lista dos casos de assassinatos em Camboriú

O número de assassinatos em Camboriú, cidade que ficou conhecida como a mais violenta do estado, cresceu 40,74% em 2009 em comparação a 2008. Para a polícia, a maioria das mortes rolou por acerto de contas da bandidagem. Já em Balneário foram registradas 21 mortes por assassinato em 2009 frente às 20 registradas em 2008.

Os índices fazem parte de um levantamento realizado pela delegacia Regional da Polícia, que usa o número de assassinatos pra calcular o crescimento da violência nas cidades. Pelas estatísticas, Camboriú conquistou mais uma vez o recorde maldito da região. Na Capital do Mármore, 38 pessoas foram enviadas pro além. Um número grande em comparação com a soma de 2008 que chegou a 27 assassinatos.

Das quase 40 pessoas que vestiram o paletó de madeira, 33 foram mortas à bala. O levantamento da delegacia Regional indica que 22 pessoas foram mortas por envolvimento com o tráfico de drogas ou dívida da bandidagem.

O último a entrar pra essa triste listagem foi o ex-presidente da associação de Moradores do Bairro Areias, Miguel Assiz de Andrade, 44 anos, em 22 de dezembro. Pelas investigações dos homisdalei, ele foi morto por conta de um acerto de contas. A puliça acredita que o crime possa estar ligado ao trampo do sujeito, que era vendedor de carangos.

No ano passado, Camboriú ganhou o maledito título de município mais violento do estado, se levar em consideração o número de mortes para cada habitante. Pelo levantamento feito pela secretaria de Segurança, foi registrado um índice de 74,9 mortes pra cada 100 mil habitantes. Muito longe do segundo lugar, Navega, que ficou com 53 assassinatos.

Balneário Camboriú

Já em Balneário o número de pessoas enviadas pro além quase não cresceu, em comparação com 2008. No ano passado, o que assustou mais os moradores foram os latrocínios. Entre os casos, teve o do dono da Companhia do Mate, Anízio Ribas, 53, que comoveu o município. O empresário levou um tiro certeiro pra soltar o malote que tinha R$ 4 mil, na rua 1926, no centro, na noite de 15 de abril.

Pros tiras, foram casos isolados, já que 11 dos registros de assassinatos envolvem pessoas metidas com o comércio de porcariada. ?Praticamente todos os grandes crimes de maior repercussão foram resolvidos e os agentes estão presos?, garante o delegado regional Ademir Serafim. Um dos exemplos de trastes que já estão em cana é do assassino do empresário Aldinho Fronza, morto a tiros no dia 8 de maio, quando dava umas voltas pela praia Brava, no Itajaí. A polícia prendeu Mauri Silva de Lima, o Pulga, e Jeanzinho, um dimenor que tocava o terror fazendo assaltos na região ao lado do bandidinho Mauricio Alves Garcia, o Craca, como sendo os responsáveis pela crueldade. O capitão Ronaldo de Oliveira, chefe da comunicação da PM, conta que, pra tentar reduzir a violência nas duas cidades, são feitas barreiras policiais diariamente.

Pro milico, a bandidagem só poderá ser combatida com polícia na rua e com educação e oportunidade de emprego. Cita exemplos de combate ao tráfico de drogas em favelas do Rio de Janeiro, onde os fardados deram um corridão na bandidagem e em seguida o governo assumiu o comando e ofereceu trampo, escola e condições de vida ao povão. ?Educação, estrutura, saneamento básico. Você não pode cobrar que uma pessoa seja cidadão, se você não dá condições de cidadão pra ele?, lascou. Acredita que a comunidade também pode ser parceira da puliça e fazer denúncias anônimas pra acabar com a marginalidade.

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