• Postado por Tiago

Os dias de liberdade acabaram pro assassino do policial militar Paulo Roberto Coelho, 51 anos, morto em serviço em São José. O matador, Caynã Dias, 25 anos, foi preso na manhã de ontem escondido na casa de um colega. O marginal não é flor que se cheire e é metido a peitar os tiras. Tem no lombo um assalto contra o filho do vice-governador Eduardo Moreira e até já rendeu um policial civil.

A abordagem rolou assim que o galo cantou. Os policiais bateram na casa do bairro Vila Nova, em Joinville, pra meter o malaco atrás das grades. O traste tava com prisão preventiva decretada, aquela por tempo indeterminado, por suspeita de participação no latrocínio, que é roubo seguido de morte.

O carinha tava foragido desde o dia 18 de setembro quando rolou o assassinato. Pelas informações repassadas pela equipe de investigação de São José, ele é apontado por testemunhas como o sujeito que meteu um assalto na lotérica São Pedro, que fica no bairro Areias. Na fuga trocou tiros e matou o cabo Coelho. “Cometeu o assalto à lotérica, na fuga matou o policial militar”, conta o delegado Alexandre Carvalho de Oliveira, do grupo de Diligências Especiais (GDE) da diretoria de Investigação Criminal (Deic).

O traste não teve tempo de resistir à abordagem e foi levado pra trás das grades da DEIC de Floripa. Deve ficar por lá enquanto os policiais imploram por uma vaga nos abarrotados cadeiões da região. Junto com Caynã foi guentado o dono da casa, que não teve o nome revelado. O coleguinha do bandidão assinou um termo pra responder pra justa porque dava guarita pra um foragido.

Explosivos

Como o traste não é flor que se cheire e é metido a bater de frente com os policiais, a equipe da DEIC optou por uma abordagem barulhenta. Meteram explosivos na porta e botaram o treco abaixo. Com a explosão, Caynã acordou assustado e siscondeu atrás de um armário, mas os puliças tavam espertos no lance e pegaram o matador. “A gente tinha a informação de que ele é de alta periculosidade. É matador de policial e a gente tem que estar preparado pra uma ação rápida”, explica Alexandre.

Caynã é apontado pela polícia como o responsável por uma porrada de assaltos na região. Com tanta bronca, foi condenado a 10 anos de cana e deveria cumprir pena até 1018 na penitenciária Agrícola de Palhoça, mas como o regime dele era semiaberto, bateu asas e nunca mais voltou. Desde então era considerado foragido da dona justa.

O latrocínio

Em 18 de setembro, dois bandidos que tinham acabado de meter um assalto trocaram tiros com o cabo Coelho, que estava pertinho do local do crime. O meganha tomou dois tirombaços no peito e na cabeça.

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