• Postado por Tiago

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É nesse riozinho e no matagal às suas margens que os porcos jogam os restos de camarão

Os representantes da associação de moradores e amigos (Ama) da Prainha de São Miguel, na Penha, denunciaram ao ministério público federal quatro salgas ilegais que jogam cascas e cabeças de camarão nas matas e no riozinho da localidade. As lideranças também acusam os abobrões da prefeitura de fazer vistas grossas para o problema.

Diariamente, afirmam, seriam jogadas no rio e no matagal próximo centenas de quilos de restos de camarão. Joine Victorino, 56 anos, dirigente da Ama, disse ao DIARINHO que além do insuportável mau cheiro, o crime ecológico acaba na poluição do rio e da praia.

Não bastasse a poluição, a nojeirada das salgas ainda seria a responsável pelo entupimento das bocas de lobo, acusa Joine. Na enxurrada da semana retrasada, como os bueiros estavam entalados de tanta sujeira, a água podre de camarão acabou voltando pelos ralos das casas, aumentando ainda mais o problema para o povão.

Na semana, revoltados com tanta sacanagem, aproximadamente 100 moradores se reuniram e decidiram apresentar a denúncia ao ministério público federal, que foi oficializada na quinta-feira.

O procurador federal Pedro Paulo Reinaldin foi quem recebeu a denúncia dos moradores. Seu assessor, Fábio Augusto Kohut, disse ao DIARINHO que já rola na justiça, desde 2004, uma ação popular contra a prefeitura de Penha para a instalação de um sistema de esgoto eficiente na prainha de São Miguel.

?Será aberto um processo inicialmente paralelo à ação popular?, explica o assessor do procurador. Se o MP achar que a denúncia atual faz parte do mesmo problema da falta de um sistema de esgoto melhor, o processo será anexado à ação popular, que já foi encaminhada à segunda vara da justiça federal em Itajaí. Senão, o ministério público apresenta outra denúncia.

Clóvis Bergamaschi, secretário da saúde de Penha, admitiu que a prefeitura conhece o problema. Informou que na semana passada vários secretários municipais se reuniram para tentar achar uma solução para o problema. ?A dificuldade é que em curto prazo não há condições de se fazer muita coisa?, justifica. Diz que a prefa já encontrou um lugar para despejar as cascas.

Gabriel Santos de Souza, chefão da Fatma em Itajaí, disse que desconhece a denúncia dos moradores de São Miguel. No entanto, ele informa que na semana passada foi procurado pelo secretário da saúde de Penha que solicitou uma vistoria no local.

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