• Postado por Tiago

O Maxxi Atacado, que fica na avenida Adolfo Konder, a Transilvânia, no São Viça, em Itajaí, aprontou uma pro dimenor E.M., 15 anos. O guri foi impedido de usar uma sacola plástica que carregava no bolso. O motivo que uma segurança e um caixa deram é que o rapazote tava fazendo propaganda do mercado Mini Preço, já que a bolsinha tinha estampada a marca do concorrente.

Um tio de E. foi quem entrou em contato com o DIARINHO. Tava dicara com o que tinha acontecido. “Deixaram o guri todo envergonhado”, comenta. Ele contou que o menino, na inocência, foi ao Maxxi na tarde de quinta-feira fazer umas comprinhas. Como ele diz que o mercado tá cobrando R$ 0,17 por sacolinha plástica, levou no bolso uma de casa.

Barrado na hora da saída

Foi na hora da saída de E., que a segurança resolveu encrencar. “A segurança do mercado e o caixa disseram que não podia usar a bolsa porque ele tava fazendo propaganda de outro mercado”, disse o tio do adolescente. O jovem foi obrigado a levar as compras pra casa numa caixinha de papelão enjambrada.

Nem pode cobrar a sacola

Rodrigo Bucussi, advogado da Procuradoria de Defesa do Consumidor (Procon) da prefeitura de Itajaí, disse que o Maxxi não pode cobrar as embalagens plásticas. “É uma prática criminosa”, afirmou. A argumentação de Bucussi é que o cliente vai ao mercado comprar o produto e não sacola.

O procurador também deixou claro que a pessoa pode, sim, usar qualquer tipo de sacola dentro do supermercado, seja ela grande, pequena, de pano ou mesmo que tenha propaganda de outro comércio.

Maxxi admite que cobra as sacolinhas

Tatyane Nunes, assessora para assuntos corporativos do Maxxi Atacado, admitiu que as sacolinhas são realmente cobradas. Disse que o Maxxi faz isso para contribuir com o meio ambiente. “Uma das metas da empresa na área de sustentabilidade é reduzir em 50% o número de sacolas plásticas de suas lojas no país até 2013”, argumentou. A ideia do Maxxi é estimular o povão a usar as sacolas retornáveis e não as descartáveis.

Como o tio de E. não forneceu nomes ou características que pudessem identificar a segurança e o caixa, Tatyane diz que não será possível investigar o caso com precisão. Mas garantiu que se os leitores ligarem para o 0800-705-5050 ou informarem mais detalhes da situação pelo e-mail sac@maxxiatacado.com.br, a empresa vai tirar essa história a limpo.

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