• Postado por Tiago

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O povão se postou ontem na frente da prefeitura pra pressionar o prefeito Jandir Bellini

Algumas famílias que tiveram suas casas interditadas pela defesa civil e que até agora recebiam uma grana para pagar aluguel, se reuniram ontem em frente à prefeitura de Itajaí. Elas exigem uma solução para o problema, já que a prefeitura não vai mais liberar o dinheiro para o chamado auxílio-moradia nem construiu as casas prometidas.

Tristeza. Preocupação. Decepção. Uma mistura de sentimentos toma conta das famílias que sabem que vão pro olho da rua a partir do mês que vem. Por isso, ontem fizeram pressão na frente da prefa na tentativa de levar o prefeito Jandir Bellini a aumentar o prazo do aluguel e se coçar pra construir as casas prometidas.

Desde o começo desta semana, funcionários da prefeitura levam um documento de casa em casa avisando que eles serão despejados entre os dias 15 e 30 de junho.

O drama das famílias

O eletricista Juvelino da Silva, 42 anos, lembra que um funcionário da prefa o procurou na quarta-feira com o tal aviso. Apenas uma filha de Juvelino, de 13 anos, estava em casa e o barnabé quis que menina assinasse o documento. Ela não atendeu o pedido e o eletricista aprovou a decisão da filhotinha. ?Não vou assinar. Eles tão nos expulsando?, preocupa-se Juvelino.

O pintor Carlos Fernandes Ramos, 44, cuida de seus dois filhos, de 12 e 13 anos, e tá na mesma situação de Juvelino. ?Ou eu como ou vou pagar o aluguel quando tiver que sair da casa?, esbravejou.

Outra que teve a baiuca interditada foi a desempregada Luciane Paulina da Silva, 25. A mulher chegou a conversar com o secretário de Habitação, Wagner Lúcio de Souza. O abobrão teria lascado que Itajaí não tem terreno suficiente para construir novas casas pro povão atingido pela enchente de novembro do ano passado. Ele também teria dito que a prefeitura não tem mais saco pra tá pagando aluguel. ?Fui super desrespeitada?, reclama Luciane.

O que as famílias mais questionam é pra onde foi a dinherama doada ao município. A bufunfa, acreditam, deveria servir para a construção das casinhas para os necessitados. ?O que eles fizeram nesses seis meses? Nada?, alfineta Maria de Fátima Lopes da Silva, 32 anos.

O secretário de habitação preferiu não comentar o assunto. Limitou-se a dizer que primeiro iria reunir-se com o prefeito Jandir Bellini para achar uma solução pro problema.

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