• Postado por Tiago

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Esportistas de alto nível de Itajaí suam pra ganhar a graninha

Itajaí pode dar um grande passo, no ano que vem, pra desenvolver ainda mais o esporte no município, com a possível vinda do bolsa-atleta, lei federal que remunera mensalmente os atletas de alto rendimento.

Na quinta-feira passada, o vereador peixeiro Marcelo Werner (PCdoB) criou uma indicação na câmara, que pede a aplicação da lei do bolsa-atleta na city peixeira pra começar a investir e incentivar atletas e para-atletas do município. ?A legislação existe, mas não é aplicada. Itajaí é rica em atletas e a maioria deles não goza deste benefício. A lei tá ociosa há três anos, é um absurdo isso. A fundação tem que pegar e investir, é simples. Não sei por que não aplicaram?, lascou o vereador.

A cidade peixeira, que neste ano só recebeu 300 mil reales ? da lei de incentivo ao esporte ? pra dividir em 23 associações de cada modalidade, poderá beneficiar mais de 200 atletas de alto rendimento com a efetivação do bolsa-atleta. Seria a primeira vez que esportistas peixeiros receberiam esse subsídio. ?Entramos em contato com o Comel (conselho Municipal de Esporte e Lazer) pra implantar a lei. Por mim, queria amanhã, mas não sei a vontade do executivo?, fala Werner.

O superintendente da fundação de Esportes de Itajaí, Álvaro Provesi, conta que a lei vai demorar um pouco pra entrar em vigor, mas garante que ela sai. ?São apenas pra atletas de alto rendimento, que vão representar Itajaí. São muitas modalidades, então temos que ter um critério justo, tem que ter uma cota pra cada modalidade?.

Fabiano Zamboneti, presidente da associação de Judocas de Itajaí e da comissão de bolsa-atleta do Comel, diz que a grana que o esporte peixeiro tem hoje não representa nada. ?Estamos começando a implantar critérios e valores pro bolsa-atleta. Os 300 mil não pagam cinco modalidades. O atleta que vai receber a bolsa vai ser indicado pelo técnico e precisa ter rendimento, bom ranking e resultados nos campeonatos do ano anterior?, explica.

O presidente da associação Amigos do Handebol de Itajaí, Délcio de Amorim, o Mano, gosta da ideia, mas avisa. ?Tem que ver se Itajaí quer resultado ou esporte comunitário, tem muita confusão sobre isso. Não adianta ensinar crianças a jogar como terapia ocupacional, elas vão querer jogar, representar a cidade?, fala.

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