• Postado por Tiago

A palpiteira da Caninana testou as cias aéreas em três rotas diferentes e viu que nem tudo que reluz é ouro

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Olá, gente gripada deste Brasil varonil. Como passaram o mês de férias? Passeando pelaí ou em casa criando raiz? Pois com essa tal de gripe suína solta no ar, tô guardando as forças pra viajar pra quando o sol voltar e eu desencarangar. Acredite, meu povo: nem com a gripe porca caí de cama. Vai ver são os meus anticorpos criados a base de peixe com farinha de mandioca, mas é melhor não contar vantagem que olho gordo é o que mais tem nessa vida!

Mas como eu poderia testar as companhias aéreas se nem eu nem meu véio saímos de férias? É que minha sobrinha Silvinha, saidêra que só, foi pra tudo quanto é canto pra aproveitar as férias escolares e me disse, no pé da zorêia, se aquilo que eles fazem propaganda, rola mesmo da porta do avião pra dentro. Se tu for atrás de todas as vantagens que eles dizem, parece que viajar de avião é a sétima maravilha da humanidade, como se, bem pouco tempo atrás, não rolasse zona nos aeroportos por causa do caos aéreo.

Pra quem não se recorda, eu vou refrescar a memória docês: em 2006, era comum a gente ver nos telejornais longas filas nos guichês dos aeroportos brazucas. Foi nesse ano que a maior companhia brasileira faliu ? a Varig, e muita gente que tinha comprado o tíquete com antecedência, foi desviado pra outra companhia. Mas nem sempre a concorrente aceitava o endosso da passagem, pois o dindim não tava entrando no caixa.

Junta com isso aí a quantidade de gente que tá conseguindo viajar por causa da estabilidade da economia e a facilidade em comprar a passagem parcelada e sem juros. Com o fim melancólico da Varig, que foi incorporada pela Gol no ano passado, só duas companhias tiveram que se virar nos 30 pra atender todo mundo. Mas, no ano passado, com a chegada da Azul, as coisas começaram a melhorar e o povão teve mais uma opção na hora de viajar.

Cabreirice

Mas, aí, rolou cada acidente cabreiro que deixou todo mundo de orelha em pé. Em 2006, numa viagem pra Manaus, o avião da Gol bateu num jatinho e caiu matando mais de 150. Meu bom Jesus-de-Iguape! E foi um pega-pra-capá pra achar todos os passageiros na mata fechada. Falaram numa tal zona morta na Amazônia, que nenhum radar pega. Já os gringos do jatinho se safaram.

No ano seguinte, veio o baita acidente com a TAM no aeroporto de Sumpaulo. Quase 200 pessoas que vinham de Porto Alegre perderam a vida quando o avião quis aterrissar na pista, que tava em reformas. Botaram a culpa na falta de ranhuras da pista e nos pilotos, que não deixaram a maneta de aceleração no lugar certo. E, este ano, até um avião da chiquetosa Air France caiu. E o acidente foi tão feio, que dos 228 passageiros, só acharam 50 no oceano. Primeiro acharam que tinha despedaçado no ar, depois concluíram que caiu de barriga.

No final das contas, avião bom mesmo é aquele que não cai. Mas a vida é uma caixinha de surpresa. Uma fatalidade pode acontecer com qualquer um, quando chegou a hora, não tem jeito. Mas se formos comparar a quantidade de gente que voa todos os dias e os acidentes que rolam nas rodovias, a proporção é mil vezes menor. É fé em Deus e pé na tábua, que a gente só vive uma vez!

TAM

TAM

supimpa

A TAM á careira que só, mas também é a companhia que mais mima o passageiro: dá travesseirinho, cinto de segurança pra criança e até reserva as poltronas da frente pra mamãe ter mais espaço. Mas a que preço! Para o Rio de Janeiro, o voo que sai às 10h só chega às 21h porque faz conexão em Sumpaulo, onde tem que ficar mofando umas seis horas. Como se tu estivesse indo pra Zoropa! E a brincadeira no mês do Carnaval sai por R$ 1.464,16 pro casal. A moça do callcenter disse porque no aeroporto não dá pra comprar passagem pela TAM, que a carestia é por causa do verão, mas na Azul não teve isso, então, sei lá se é isso mesmo.

Para ir pra São Paulo, o orçamento ficou em R$ 771,88, com chegada em Congonhas, que fica no centro da metrópole. Engraçado quando a gente chega lá, parece que vai pisar no topo dos prédios, menina, coisa de louco!

Mas o pior mesmo é ir pra Porto Alegre de TAM. Pra ir pro sul, é preciso fazer escala em São Paulo (!), e custa a bagatela de R$ 1.250,02. E o voo que poderia durar uma horinha, passa pra cinco. A volta é ainda pior. Sai às 9h50 e chega às 18h14. Haja bunda!

Lá, eles também parcelam em seis vezes sem juros, mas a Silvinha disse que as passagens promocionais não entram no sistema de milhagem, acredita? Ao contrário das outras companhias, eles dão um tíquete a cada 10 trechos voados. E o uniforme é assinado pela estilista Marie Toscano. E nós é que pagamos o custo extra!

GOL

Gol 

meia boca

A Gol e a TAM são bem parelhas, diz a Silvinha, e pelo que pude ver aqui da terra, é mesmo. A exemplo da TAM, ela também dá uma força às mamães, oferecendo as poltronas da frente, mas necas de travesseirinho e cinto de segurança pro neném. Os uniformes também são da hora, assinados pela estilista Glória Coelho, mas eu me pergunto: ?E o que eu ganho com isso??

O atendente Clayton, no aeroporto de Navega, foi bem honesto ao dizer que as passagens ficam mais em conta se compradas pela internet ou através de agência de viagem. Ele não se furtou a me dar informações, mas como o sistema tava caindo, fui pro 0300, que ao contrário do 0800, paga como se fosse ligação local mais os impostos. Lá, o atendente George me informou que a taxa de serviço é de 10%, mas quem for direto no saite e faz a simulação de orçamento, não vê a taxa. Outro que me ganhou pela honestidade.

Na Gol, o lanchinho também é chinfrim, tipo, uma barra de cereal e refri, e perde pra TAM porque não dá sanduíche, nem cerveja. Quem quiser comer que peça pelo cardápio. Mas vamos ao que interessa: preço. Pra São Paulo, o voo direto custa R$ 813,68 pro casal em fevereiro. Para o Rio de Janeiro, com conexão em Sampa, o custo sobe pra R$ 1.407,68. E pra Porto Alegre, é aquela palhaçada: conexão em Sampa, dolorosa de R$ 1.179 e quatro horas de viagem. Será que não é melhor ir de carro? Hum, acho q eu e o meu véio vamos mesmo é sacolejar com as mulatas cariocas. Viva!

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