• Postado por Tiago

Agentes cruzaram os braços por melhores salários para a categoria

Os quase 400 presos do xadrez de Balneário Camboriú ficaram sem a turma que faz a segurança ontem. Os agentes prisionais cruzaram os braços e passaram o dia em frente ao presídio pedinchando uma atenção da secretaria de Segurança da Santa & Bela pro plano de cargos e salários que deverá ser votado pelos deputados hoje. Caso a votação não role, os caras ameaçam parar o serviço de vez, a partir de amanhã.

Desde as primeiras horas da manhã, os 26 agentes do Balneário estenderam cartazes em frente ao xilindró e tão fazendo beicinho. Os quatro caras que estavam de plantão só deram um chego na cadeia pra dar o rango dos presos e voltaram pra rua pra alertar as otoridades do Estado que eles ainda não recebem o aumento salarial a que têm direito. ?Hoje (ontem) não tem entrada de advogado, compras e nem visita. Não tem nem entrada de preso. Se alguém for preso hoje, não entra aqui?, avisou o agente Galeno de Castro.

Os agentes se mobilizaram pra chamar a atenção dos deputados que devem votar hoje o plano de cargos e salários da categoria. ?O pessoal fez um ato de alerta para a sociedade ver o que vai acontecer se não formos atendidos?, conta o diretor do sindicato, Sebastião Teodoro Amorim. Ele afirma que a categoria vai parar em todo o estado a partir da meia-noite do dia 18 se os homens da câmara não aprovarem o pedincho.

Os agentes contam que há seis anos não recebem um aumento de salário. Eles garantem que ganham uma merrequinha de R$ 780 por mês somada a R$ 105 de vale-alimentação. Os trabalhadores também reclamam que não têm direito ao adicional por trampar com risco de vida e no meio da pressão dos superlotados cadeiões. ?Não dá pra fazer nem metade do que fazíamos com o salário de seis anos atrás?, lascou o agente Alexandre Viero.

O plano

Pelo plano de cargos e salários, os agentes prisionais pedem um aumento do piso salarial que é considerado o menor entre os funcionários públicos. Os trabalhadores pedem ainda um incremento no vale-alimentação e que se transforme em lei o pagamento do arrego por conta do risco da profissão. O manifesto pede ainda que todos os benefícios sejam oferecido ainda aos monitores e técnicos administrativos.

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