• Postado por Tiago

O restaurante Ceará, uma espécie de inferninho que fica na esquina da rua Tijucas com a Almirante Barroso, no centro de Itajaí, continua a incomodar a vizinhança. Agora, além da sonzeira que continua no último volume, deu pra rolar constantemente brigas, confusões e baixarias por parte da clientela do local.

Ontem, uma vizinha do restaurante, que pediu pra não ser identificada, procurou o DIARINHO pra reclamar que a situação tá cada vez pior. “Nesse final de semana, um homem foi esfaqueado ali na frente. Essa bagunça não é de hoje e ninguém age, ninguém mesmo”, bufa, cobrando das otoridades uma ação enérgica.

A leitora diz que os vizinhos do bate-coxa não sabem mais o que é sossego. “Além da música alta, é berreiro praticamente a madrugada toda. Não há quem aguente”, afirma, acrescentando: “Eu e outros moradores estamos nos unindo e vamos levar todas essas denúncias ao promotor de justiça. Alguma coisa precisa ser feita”, lasca.

Som na boa

Há exato um mês, o DIARINHO publicou um reclamo dos moradores das proximidades do Ceará. Na ocasião, os abobrões da fundação do Meio Ambiente (Famai) da prefeitura de Itajaí garantiram que mediram o volume do som do restaurante e não detectaram irregularidades.

Ontem, Anderson Furlan, chefe da fiscalização, informou que os fiscais fizeram a medição do som outras duas vezes e não encontraram nada anormal. “O pessoal esteve lá numa quarta-feira e num sábado, mas o volume está na média”, afirmou.

Severino Farias Queiroz Neto, o Ceará, dono do inferninho, não foi localizado ontem à tarde pelo DIARINHO. Um funcionário disse que o dono do restaurante só chegaria depois das 20h.

Um mês na mesma coisa

No dia 23 de setembro, o DIARINHO foi até as proximidades do restaurante Ceará pra conversar com os moradores. Vários deles relataram que há vários meses o som ao vivo tava passando dos limites. Afirmam que todos os dias tem bate-coxa no local e as cantorias varam a madrugada, até mesmo nos dias de semana. “Você pode passar aqui de madrugada numa segunda-feira, que vai encontrar gente no restaurante”, disse um dos moradores.

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