• Postado por Tiago

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Pessoal foi pra praia tentar avistar as baleias

Ontem os dengo-dengos ganharam um presente da natureza: a visita de uma baleia franca e seu filhote à praia de Navega. O nadar calmo dos mamíferos marinhos emocionou o povão, mas teve gente preocupada com o aparecimento surpresa. Puliça militar, bombeiros e Fundação do Meio Ambiente de Navegantes (Fuman) receberam durante todo o dia denúncias de que os bichinhos estavam encalhados ou presos em redes. A suspeita não passou de alarme falso e, segundo especialistas, mamãe e filhote podem passar vários dias na praia navegantina até voltar a migrar para o norte.

Por volta das 15h30, cerca de 30 pessoas pararam na areia da praia para assistir ao espetáculo. A mamãe franca e seu pequeno nadavam próximo à pedra do Miraguaia, na praia do Gravatá. O casal de Blumenau Fátima, 48 anos, e Jaime Dolzani, 48, aproveitaram o finzinho das férias em Navega para dar um bizu na praia. O boato das baleias correu solto na rua onde fica a casa de praia deles. ?É muito bonito, ainda mais pra gente que nunca viu?, comenta a mulher.

O Centro de Mamíferos Aquáticos (CMA) do Instituto Chico Mendes, que fica em Floripa, foi comunicado. O analista ambiental Dan Pretto explica que milicos ficaram responsáveis de verificar o comportamento das baleias. Isto porque caso os animais estejam em perigo, encalhados ou presos, ficam agitados e se debatendo. Este não era o caso das baleias de Navega, mas de qualquer forma, Dan afirma que o centro de pesquisa da Univali foi informado e fica de sobreaviso caso os mamíferos precisem de uma ajudinha. As francas adultas podem chegar a 15 metros e pesar até 45 toneladas.

A preocupação do povão é porque a baleia mãe nadou um tempão perto de uma boia pequenina que parecia de rede de pesca, enquanto o filhote nadava que era uma beleza pelos arredores. Por isso, os órgãos de fiscalização foram comunicados. O analista ambiental diz que é normal nesta época do ano as francas procurarem baías para amamentar tranquilamente os filhotes. Por isso, a visitinha pode durar vários dias. De julho a novembro é o período de reprodução dessas baleias, que migram da Antártida para procurar águas mais quentes. É quando elas chegam bem pertinho da costa. Essas baleias já dominaram a paisagem das praias da região, mas durante séculos foram capturadas devido ao óleo, que servia para iluminação e até pra construção civil, como foi usado na argamassa da capela São João Batista, construída em 1759, na Penha.

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