• Postado por Tiago

A prefa de Balneário Camboriú mandou uma tonelada de lixo tóxico pra ser reciclado em São Paulo, esta semana. A maior parte eram pilhas e baterias véias, que vinham sendo recolhidas nas escolas públicas e particulares da city há pelo menos dois anos. O carregamento vai ganhar um belo trato na Terra da Garoa, e será transformado em matéria-prima pra produção de cerâmica, tinta e verniz.

O chefão da secretaria de Meio Ambiente (Semam) na Maravilha do Atlântico, André Ritzmann, explica que nem a prefa, nem a Ambiental, que faz a coleta de lixo, têm obrigação de recolher o material tóxico. “A responsabilidade, por lei, é do fabricante. No caso das pilhas fica complicado, porque temos uma grande quantidade que vem de fora do país. Alguém tem que se responsabilizar por isso”, disse.

A quantidade de material recolhido no Balneário já era tão grande que tava abarrotando a secretaria. Por sorte, todas as pilhas e baterias tavam guardadas em garrafas pet, o que evitou uma tragédia durante a enchente do ano passado, quando as águas invadiram a sede. “Tava tudo muito bem acondicionado, o que evitou a contaminação. Mas chamou a atenção pro problema”, conta André.

Depois de pesquisar o que poderia ser feito com o material, a prefa teve duas opções. A primeira seria pagar pelo transporte até São Paulo, onde tem uma indústria que trampa com a reciclagem das pilhas e baterias. A segunda seria mandar tudo pra Joinville, onde o lixaredo perigoso seria enterrado, mas o esquema não é dos melhores. “Há um estudo da universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que revela que esse método não é cem por cento eficaz”, revela a educadora da Semam, Mara Becker Lins.

Diante disso, os abobrões acharam melhor desembolsar a grana pra levar tudo até Sampa. Foram gastos R$ 2,8 mil com o transporte. “Como o material é tóxico, tem que ser feito transporte especializado”, diz André Ritzmann.

Pra silivrar das pilhas

A ideia da prefa, agora, é mandar o lixo pra indústria de reciclagem sempre que conseguir juntar uma quantidade de material que compense contratar o transporte. Durante o período de férias escolares, quem quiser silivrar de pilhas e baterias pode procurar a sede da Semam, no parque Raimundo Malta, bairro dos Municípios. No restante do ano, elas podem ser deixadas nos colégios públicos ou particulares.

O secretário de Meio Ambiente só pede que seja tudo acondicionado em garrafas pet. “O ideal é esperar encher a garrafa, e depois encaminhar pra secretaria”, avisou.

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