• Postado por Tiago

Pros vigilantes há o risco do povão levar uma bala perdida

Os dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte de Valores de Santa Catarina (Sintravasc) denunciam que vários bancos de Itajaí descumprem a lei municipal que obriga as agências a terem estacionamento próprio para carros-fortes. Wilson Soares dos Santos, presidente do sindicato, e Cláudio Fernando Manica, diretor da entidade, pretendem começar uma campanha para alertar sobre o descumprimento da lei e, assim, forçar os bancos a cumprí-la.

Para Wilson, o cumprimento da lei irá beneficiar tanto os vigilantes e bancários quanto o próprio povão. Ele argumenta que maior risco de ataque aos carros-fortes é justamente quando o vigilante anda nas calçadas entre a agência e o veículo. ?Imagina se alguém tivesse sido ferido no sinistro que teve no Angeloni. Estamos correndo perigo e fazendo a população correr também?, alerta o presidente do Sintravasc.

Cláudio Manica sabe bem do perigo que é sair do banco carregando um malote com dinheiro e caminhar até o carro-forte, que às vezes fica estacionado longe da agência. Como ainda está na ativa, conhece cada um dos bancos que descumprem a lei. Um deles é o Unibanco, que fica na esquina da rua Hercílio Luz com a avenida Sete de Setembro, no centro da cidade.

Outro é o HSBC, que fica do outro lado da esquina do Unibanco. No HSBC a gerência até deixa o brucutu entrar no estacionamento dos fundos da agência pra fazer a transferência dos valores. Mas isso só acontece, denuncia Cláudio, quando o valor é grande demais. Em boa parte das vezes, o carro-forte é obrigado a estacionar em pleno calçadão da Hercílio Luz e a transferência é feita no meio do povão.

Vereador diz que lei funciona

A lei que obriga os bancos a terem estacionamento próprio para os carros-fortes e assim evitar de expor o povão ao risco de levar uma bala perdida já tem quatro anos. Ela é de autoria do vereador Laudelino Lamim (PMDB). Para o parlamentar, a lei tá sendo cumprida na maioria dos carros.

O vereador lembra que os bancos que não cumprirem a lei levam no lombo uma multa de aproximadamente R$ 500 por dia. Os teimosos, que depois do canetaço não se adequarem à lei, podem ter o alvará de funcionamento suspenso.

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