• Postado por Tiago

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Em setembro do ano passado, os bancários fizeram beicinho

Os bancários tão a um passo de iniciar um novo beicinho pra aumentar o reajuste salarial proposto pelos banqueiros. A decisão vai sair das assembleias que tão pra rolar hoje à noite, em todo o país. Os sindicatos que representam os birracentos em Itajaí e na capital manezinha já avisaram que a greve tá praticamente acertada, e é grande a possibilidade de os bancos fecharem as portas a partir de amanhã.

As negociações tão rolando desde o mês passado, mas até agora não teve nenhum acordo. O aumento oferecido pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) é de 4,5%, mas os funcionários acham que o valor tá muito mirrado, se considerado o lucro de mais de R$ 14 bilhões que os banqueiros tiveram no ano passado.

Os bancários pedem um reajuste de 10%, uma graninha de participação nos lucros mais generosa, e um plano de cargos e salários pro pessoal que trampa nos bancos privados. Além disso, também querem mais segurança nas agências, novas contratações pra que ninguém fique sobrecarregado e o povão não precise mais encarar as malditas filas, e melhorias nas condições de trabalho. ?Queremos o fim do assédio moral, que hoje tá muito presente nos bancos. A pressão é grande, as metas são abusivas, e o empregado não consegue corresponder?, diz o mandachuva do sindicato dos bancários peixeiros, Sérgio Roberto Pio.

De portas fechadas

Apesar do beicinho ser uma possibilidade quase que certa, os sindicatos ainda não sabem dizer exatamente o que vai rolar a partir de amanhã. ?Só quando forem 10h de quinta-feira saberemos quantas agências vão ficar fechadas?, comentou o chefão do sindicato dos empregados de bancos na Grande Floripa, Clóvis Mena Dutra.

Ele tá esperando adesão maior à greve por parte dos bancos que têm participação do governo, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, e mais dificuldade com o pessoal dos bancos privados. ?Geralmente é o que acontece?, comentou.

No sindicato peixeiro, que abrange, além de Itajaí, os bancários de Navegantes, Penha, Piçarras, Luiz Alves e Ilhota, a estratégia é conversar com um banco de cada vez. Já rolaram reuniões com o pessoal do Banco do Brasil e da Caixa, e a partir de amanhã inicia o plá com a galera dos bancos privados. ?Pra nós ainda é uma incógnita. Tudo depende muito do sentimento do empregado. Já tivemos um ano em que não conseguimos que ninguém fechasse. Vamos ver o que dá?, disse Sérgio.

No sindicato do Balneário, ninguém foi encontrado pra comentar a expectativa sobre a greve. A tendência é que o beicinho comece mais forte nos grandes centros, e depois se espalhe pelo resto do país. ?A ideia é ficar com as agências fechadas?, avisou o capo do sindicato peixeiro.

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