• Postado por Tiago

INTERNA-POLÍCIA-PÁGINA-SEIS---ABRE-Jeferson-Luiz-Adão-Penna-D.N.-26-09-1990-(Frente)

Luiz Adão Penha, o Bebê, foi um dos que se mandou da delegacia com ajuda dos comparsas

Dois bandidos invadiram uma depê em Floripa, renderam os guardas de plantão e soltaram dois presos que tavam na única cela. No lugar dos bandidos, botaram os dois tiras. Os invasores e os dois presos fugiram, e levaram na bagagem celulares e as armas dos policiais, que ficaram presos até de manhã.

Como a 6a depê é a de proteção do menor e da mulher, fugiram da cela um aborrescente de 17 anos e Jeferson Luiz Adão Penha, o Bebê, que tinha acabado de fazer 18. O último traste, apesar da pouca idade, é bandidão: tinha passagens por assassinato e tráfico de drogas.

A invasão rolou por volta das duas horas da manhã de ontem. Uma mulher, que os policiais acreditam que também tá mancomunada no golpe, apareceu na calada da noite na delegacia pra fazer uma queixa com base na lei Maria da Penha. Um dos guardas abriu a porta pra mulher entrar e começou a registrar a ocorrência. Os bandidos aproveitaram a brecha pra render os policiais.

Os presos deram uma chave de braço no dorminhoco e meteram a arma nas costas de outro. O policial foi obrigado a pegar a chave, abrir a porta da cela e soltar os bandidos. Com os presos livres, os policiais foram colocados atrás das grades. Os safados fecharam o cadeado e levaram a chave.

Os mequetrefes aproveitaram que os tiras não podiam fazer nada e levaram uma corrente de ouro, os celulares dos guardas e um revólver e um trezoitão.

Os homisdalei ficaram presos até às 7h da manhã,quando o expediente da delegacia começou e a escrivã chegou pra trabalhar. Ela ligou pra delegada Sandra Pereira que adiou uma viagem e pintou na depê. A dotôra chamou os bombeiros pra arrombarem o cadeado e livrar os policiais.

A delegada explicou que será encaminhado um pedido para a delegacia geral para que a central de polícia se encarregue de registrar ocorrências durante a madrugada, para evitar este tipo de golpe.

O delegado-chefe da polícia civil do estado, Maurício Skudlark, afirma que o problema não é o plantão, que deve continuar ocorrendo, mas o fato de ter gente presa nas delegacias.

Os quatro bandidos tão sumidos até agora, assim como a mulher que foi registrar a queixa. Como não há equipe disponível na depê, quem vai atrás dos quatro bandidos é a equipe de investigação da quinta depê do bairro da Trindade e a delegacia de homicídios, já que um dos caras tá envolvido com assassinatos.

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