• Postado por Tiago

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Donos de bares e abobrões acertaram os ponteiros pra temporada

A prefa de Itajaí apresentou ontem pros donos de bares, quiosques e restaurantes da praia Brava as novas regras pro uso da faixa de areia. As normas foram definidas pela Famai, secretarias de Urbanismo e Turismo, procuradoria e Ministério Público Federal e proíbem, entre outras coisas, a colocação das mesas e outras tralhas na areia pra demarcar território.

O auditor fiscal do Urbanismo, César dos Santos Brum, explicou que a prefa pedinchou pro procurador da República Roger Fabre a permissão pra que o município regularizasse o uso da faixa de areia temporariamente. O dotô autorizou, desde que fossem respeitadas algumas regras. Os donos de botecos não vão mais poder deixar tudo montado de manhã cedo. As mesas, cadeiras e guarda-sóis vão ter que ficar empilhadinhos perto dos estabelecimentos e serão levados pro cliente somente na hora em que ele chegar à praia.

Outras regras são a preservação total da área de restinga, proibição de estruturas fixas na areia ? como geladeiras e tendas ?, ocupação de no máximo 50% da faixa de areia, dando espaço pras pessoas andarem na beirinha do mar e nada de mexer com comida e bebida na areia. Os bares também não vão poder ter pontos de água ou lavação na areia e não vão poder colocar o som no último volume.

Cada restaurante vai poder colocar, no máximo, 40 jogos ? que incluem mesa, cadeiras e guarda-sol ? e mais 80 cadeiras na beira da praia. Já os quiosques vão poder colocar 30 jogos. Pro Maurício José de Oliveira, o Zizo do Galera?s, as regras vão dificultar o trampo dos bares porque o movimento é cerca de cinco vezes maior do que os 40 jogos de mesas permitidos. Mesmo assim, o empresário disse que a reunião já foi um grande passo pra que finalmente se chegue a uma solução pra esse perrengue. ?A gente faz a manutenção da praia, cercamos a restinga, investimos em banheiros e passarelas, montamos uma estrutura pro turismo da cidade?, disse.

Zizo falou ainda que vai esperar a secretaria de Turismo cumprir o que prometeu, que é fazer um estudo na temporada pra ver a possibilidade de aumentar o número de cadeiras e mesas se for realmente necessário e se não prejudicar a praia. A regulamentação deve sair na próxima semana – provavelmente na forma de um decreto do prefeito Jandir Bellini (PP) – e vai ficar colada na parede de cada estabelecimento.

Arranca-rabo

Rolou ainda a recomendação pra que o som fosse ambiente e o mais diversificado possível pra não excluir nenhum público. As proibições deixaram o empresário Mário Bazan, dono do Santidade, nos cascos e geraram um bate-boca. ?A gente investe num determinado público, oferece estrutura, serviços e música para este público. A praia tem oito quilômetros, quem não gostar pode escolher outro lugar pra ficar?, disse Bazan. O dono do Santidade falou ainda que com esse monte de restrições fica difícil trabalhar e que se a praia não for agradável pro turista, Itajaí vai acabar espantando o povo pra outros lados como Taquaras, Estaleiro, deixando a Brava vazia.

Mas a resposta veio no mesmo tom. ?Bazan, o teu estabelecimento é na José Medeiros Vieira e não na beira da praia?, lascou o auditor fiscal da prefa pra finalizar a discussão. César ressaltou ainda a importância de não atender bem só o turista, mas principalmente respeitar o direito de ir e vir do morador de Itajaí que fica aqui o ano inteiro.

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