• Postado por Tiago

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Globetrotters deixaram a galera de boca aberta no jogo-exibição

Cerca de 4500 pessoas foram ao delírio com a apresentação do lendário time norte-americano Harlem Globetrotters, ontem à noite, em São José, na Grande Floripa. Jogando contra seu eterno adversário, o Wasington Generals, os gringos deram um show de malabarismo e, claro, muito bom humor.

O espetáculo começa com a provocação ao rival. A plateia já encantada, vaia o time de verde, enquanto que os ídolos vestidos com o tradicional uniforme que celebra as cores da bandeira dos Estados Unidos se apresentam no centro da quadra, cada um mostrando suas habilidades.

Liderados por Special K, o jogo começa sem perdão ao adversário. Cestas, arremessos de três pontos, bolas cruzadas entre as pernas, enterradas espetaculares e muita gozação. ?As pessoas se divertem com as nossas apresentações, mas vocês tenham a certeza que isso para nós é ainda muito mais divertido?, diz, num português macarrônico, o grandalhão titular da camisa 21 do Harlem.

E eles se divertem mesmo. Com um microfone ligado o tempo todo, Special K comanda o show. Consegue irritar os adversários até mesmo durante o tempo técnico. ?Desta forma teatral a gente faz com que as pessoas entendam que praticar esporte tem que ser um prazer antes de ser uma obrigação. Tem que ter disciplina, claro, como em qualquer coisa na vida. Mas tudo tem que ser feito com alegria?, ensina o gringo.

O Generals nunca venceu o Harlem, e ontem à noite não foi diferente. Apesar de ter se aproximado algumas vezes no placar, a turma levou um suador danado e perdeu por 84 a 78. Antes da exibição do Globetrotters, a equipe da Central Única da Favela (Cufa), que acompanha o time americano na turnê brasileira, fez uma partida contra a Associação de Basquete de Sombrio. Em seguida, os cadeirantes dos times de basquete da Udesc e da Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos também mostraram do que são capazes, mesmo com toda a limitação que têm.

Exemplo

Marcos Roberto Karan joga basquete desde os nove anos. Há 18 dedica-se a ensinar. ?O basquete faz parte da minha vida e a presença deste grupo aqui é muito importante?, comenta.

Karan lembra que o time americano, que tem mais de 80 anos, auxilia na democratização desta prática esportiva. ?Eles são deuses não só para estas crianças que vieram aqui, mas para os pais deles. Observamos o encontro de gerações. Com certeza, essa apresentação irá impulsionar a prática do basquete e mostrar que não há restrições para jogar. Pode vir gordo, magro, alto ou baixo. O que interessa é que estes jovens comecem a praticar a atividade física?, acredita.

Joel Silva levou o neto Gabriel, de sete anos, para assistir à apresentação. ?Já falei pra ele do desenho animado, dos filmes e de tudo que este time inspirou na minha opção por praticar basquete?, conta o avô coruja.

Os Harlem Globetrotters voltam à cena hoje. O palco será o ginásio Ivan Rodrigues, em Joinville.

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